Especialista explica como a cirurgia plástica, quando bem indicada, pode ser um ponto de virada emocional, funcional e de saúde
Janeiro marca o início das resoluções de ano novo e do compromisso com o autocuidado. Em meio a metas de saúde física e emocional, a cirurgia plástica surge cada vez mais como parte de uma jornada de bem-estar integral. Indo além da estética e impactando autoestima, qualidade de vida e mudança de hábitos, quando bem indicada.
Segundo a cirurgiã plástica Chreichi L. Oliveira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a transformação promovida pela cirurgia não deve ser analisada apenas pelo resultado visual. “Quando o procedimento é bem indicado, ele pode aliviar desconfortos físicos, melhorar a funcionalidade do corpo e impactar positivamente a forma como o paciente se percebe e se posiciona no mundo”, explica.
A cirurgia plástica demanda atenção
Procedimentos como mamoplastia redutora, abdominoplastia pós-gestação ou após grande perda de peso, correção de assimetrias e cirurgias reparadoras frequentemente estão associados à redução de dores, melhora da postura, aumento da mobilidade e maior disposição para atividades físicas. “Muitos pacientes relatam que, após a cirurgia, passam a se cuidar mais, adotam hábitos mais saudáveis e desenvolvem uma relação mais consciente com o próprio corpo”, destaca a especialista.
Chreichi recomenda não encarar a cirurgia plástica como solução isolada ou resposta a pressões externas. “Ela não substitui terapia, não resolve conflitos emocionais profundos e não podemos usá-la para atender padrões irreais. O papel do cirurgião é avaliar não só o corpo, mas também o momento de vida, a motivação e as expectativas do paciente”, afirma.
O poder do pós-operatório
Nesse contexto, a associação entre cirurgia plástica e mudança de estilo de vida ganha força. O pós-operatório, segundo a médica, costuma ser um período de virada. “É comum que o paciente enxergue a cirurgia como um novo começo. A partir dali ele se sente mais estimulado a manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios e preservar os resultados com mais consciência”, explica.
Para a especialista, a cirurgia plástica moderna caminha para uma abordagem cada vez mais ética, humanizada e integrada à saúde como um todo. “O verdadeiro sucesso do procedimento não está apenas na estética, mas no impacto positivo que ele gera na qualidade de vida, na autoestima e no bem-estar do paciente a longo prazo”, conclui.