Salada de cenoura com folhas verdes e azeite de oliva: combinação eficaz para o equilíbrio da microbiota (Foto: FreePik)
Desequilíbrio dos microrganismos pode provocar inchaço abdominal, gases, constipação e, até mesmo, candidíase
Sabia que o que você come pode afetar sua saúde íntima? Isso porque, quando está saudável, a vagina apresenta um pH naturalmente ácido e é rica em bactérias benéficas que ajudam a combater infecções. Assim, para a manutenção desse equilíbrio vaginal, a alimentação tem um papel vital.
Entenda como funciona
No nosso organismo, existem bactérias benéficas e bactérias potencialmente prejudiciais. Por isso, dependendo do que ingerimos, favorecemos o crescimento de uma ou de outra. Isso demonstra que a alimentação influencia diretamente o equilíbrio da população de microrganismos que vive no corpo humano, a chamada microbiota.
“O sobrepeso ou uma alimentação rica em açúcares, gorduras de baixa qualidade e excesso de carboidratos refinados favorece a proliferação de microrganismos indesejáveis, contribuindo para o desequilíbrio da microbiota — inclusive da microbiota vaginal”, explica Gabriella Souza, nutricionista da Maxfem, empresa de produtos voltados para a saúde feminina.
A proliferação desses microrganismos indesejáveis pode provocar o aparecimento de candidíase, infecção fúngica que afeta, principalmente, a região vaginal. Além de candidíase, outras possíveis ocorrências são inchaço abdominal, gases e constipação. Daí a importância da adoção de uma dieta com alimentos que agem como anti-inflamatórios naturais. Confira a relação produzida pela nutricionista Gabriella Souza:
1 – Cheios de fibras
Ricos em fibras, esses alimentos são conhecidos como prebióticos: aveia, alho, cebola e banana. Eles ajudam a nutrir as bactérias benéficas do intestino.
2 – Poder antioxidante
Frutas e vegetais com antioxidantes também auxiliam a saúde íntima: frutas vermelhas, folhas verdes, cenoura e abóbora. Eles modulam processos inflamatórios e fortalecem o sistema imunológico.
3 – Gorduras boas
Alimentos como abacate, azeite de oliva e oleaginosas (amêndoas, nozes, avelãs, macadâmias, castanhas-de-caju, castanhas-do-pará) colaboram para a saúde metabólica e para a redução dos processos inflamatórios.
Alimentos nocivos
Por outro lado, existem alimentos que acarretam o desequilíbrio da microbiota e estimulam o crescimento de fungos. Dentre eles, destacam-se os ultraprocessados: salsichas, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, etc. Também fazem parte dessa lista os alimentos que apresentam gorduras de baixa qualidade e os que contêm excesso de carboidratos refinados: arroz branco, pão branco, bolachas salgadas, bolos comuns e doces em geral.
“Esses alimentos contribuem para picos glicêmicos e processos inflamatórios, o que impacta negativamente o equilíbrio da microbiota intestinal e, indiretamente, da microbiota vaginal”, destaca a especialista. Ela lembra que o consumo frequente de álcool e café também pode provocar o desequilíbrio da microbiota.
Suplementos como opção
Além da alimentação saudável, é possível proteger a saúde íntima com suplementos específicos. Alguns trazem nutrientes concentrados e direcionados para a saúde feminina. Eles também se destacam pela apresentação: há suplementos disponíveis em forma de gomas mastigáveis, que facilitam o consumo diário e não trazem açúcar na composição.
“A suplementação funciona melhor quando vem associada a uma base bem ajustada, com alimentação equilibrada, manejo nutricional adequado e mudanças no estilo de vida”, reforça a nutricionista. “Quando esses fatores caminham juntos, o cuidado com a saúde intestinal e íntima tende a se tornar muito mais eficiente.”
Edição: Fernanda Villas Bôas