Emagreceu e a pele ficou flácida? Entenda como tratar Foto de Jonathan Borba na Unsplash

Especialista explica como flacidez, perda de volume e excesso de pele influenciam o resultado estético

Perder peso costuma ser sinônimo de conquista para quem busca mais saúde e qualidade de vida. No entanto, muitas pessoas descobrem que a redução na balança não é suficiente para alcançar o contorno corporal desejado. Após um emagrecimento significativo, é comum surgir flacidez, perda de volume em regiões estratégicas e um aspecto menos harmonioso da silhueta, fatores que podem impactar diretamente a autoestima.

O fenômeno tem se tornado ainda mais frequente com o aumento do uso de medicamentos para emagrecimento e de programas intensivos de perda de peso. Embora os números na balança diminuam rapidamente, o corpo nem sempre acompanha esse processo de forma proporcional.

Segundo Thaine Malinowski, especialista em harmonização corporal, o emagrecimento reduz não apenas a gordura localizada, mas também o volume que contribui para o desenho natural do corpo.

Cuidado com a pele

“Quando há uma perda importante de peso, principalmente em pouco tempo, a pele pode não conseguir acompanhar essa mudança. Além da flacidez, é comum observar redução do volume dos glúteos e perda da definição corporal, fazendo com que muitas pessoas sintam que o resultado final ficou diferente do que imaginavam”, explica.

Os glúteos estão entre as regiões que mais sofrem alterações após o emagrecimento. A diminuição da gordura e da sustentação dos tecidos pode deixar a área com aspecto mais achatado ou flácido, mesmo em pacientes que mantêm uma rotina de exercícios físicos.

“A musculação é indispensável para fortalecer a musculatura e melhorar a qualidade corporal, mas existem situações em que apenas o ganho muscular não é suficiente para devolver o volume e o contorno perdidos. Cada paciente precisa de uma avaliação individual para entender qual é a melhor estratégia”, afirma.

Atividades essenciais

Além da prática de atividade física, hábitos como alimentação rica em proteínas, hidratação adequada e cuidados com a qualidade da pele ajudam na recuperação do corpo após o emagrecimento. Em alguns casos, procedimentos estéticos também podem ser indicados para complementar os resultados, desde que realizados de forma criteriosa e respeitando a anatomia de cada paciente.

Para Thaine, o maior erro é acreditar que a estética deve transformar completamente o corpo. O objetivo, segundo ela, é restaurar proporções e valorizar as características naturais de cada pessoa.

“A estética pós-emagrecimento não deve buscar exageros. O foco é recuperar a harmonia corporal, melhorar a sustentação dos tecidos e devolver equilíbrio às proporções, sempre preservando a naturalidade do resultado”.

A especialista reforça que a avaliação profissional é indispensável antes de qualquer procedimento. O histórico de emagrecimento, a qualidade da pele, a quantidade de tecido disponível e as expectativas do paciente são fatores determinantes para definir a abordagem mais segura e eficaz.