Foto: Ambiental Santos/Divulgação
Especialista explica por que o descarte de óleo no ralo favorece entupimentos e como evitar prejuízos com medidas simples
O descarte de óleo de cozinha no ralo continua sendo uma prática comum em residências e estabelecimentos comerciais e está entre as principais causas de entupimentos em tubulações e redes de esgoto. O problema ocorre porque a gordura se acumula nas paredes dos canos, retendo outros resíduos e formando bloqueios que podem gerar transtornos e custos de manutenção.
Por que o óleo deixa a pia entupida?
Quando o descarte acontece de forma acidental e a obstrução ainda é inicial, algumas medidas emergenciais podem ajudar. Como a utilização de detergente com água quente ou soluções à base de bicarbonato de sódio. Em casos mais graves, no entanto, o consumidor deve procurar assistência profissional especializada. Esse serviço pode custar entre R$ 150 e R$ 500.
Para o diretor da Ambiental Santos, Vitor Dalcin, situações como essas evidenciam a necessidade de fortalecer a conscientização sobre o destino correto do óleo vegetal usado.
“Muitas pessoas ainda enxergam o óleo de cozinha apenas como um problema simples que precisam eliminar rapidamente. Cada litro que deixa de ir para o ralo representa menos riscos de entupimentos e menos impactos para o meio ambiente”, afirma.
Como descartar o óleo da forma correta
Segundo Dalcin, a mudança de hábito é relativamente simples. Depois de esfriar, o consumidor deve armazenar o óleo em recipientes fechados e levá-lo a um ponto de coleta. Para bares e restaurantes que produzam mais de 50l por mês a coleta ainda gera benefícios financeiros:
“O melhor desentupimento é a prevenção. Quando o óleo é reciclado, todos ganham: o cidadão evita transtornos, o poder público reduz custos de manutenção das redes de esgoto e o resíduo retorna à economia circular, podendo ser transformado em novos produtos e biocombustíveis”, finaliza.
Dalcin explica que o avanço da reciclagem de óleo vegetal depende cada vez mais de ações de conscientização. Além da participação da sociedade na destinação correta desse resíduo, que muitas pessoas ainda descartam de maneira inadequada.