Especialista alerta para riscos do uso sem prescrição e acompanhamento médico
O uso recreativo de canetas emagrecedoras tem preocupado profissionais da saúde. Motivado por eventos pontuais como casamentos, viagens ou festas como o carnaval, os medicamentos indicados para o tratamento do sobrepeso e obesidade vêm sendo utilizados de maneira inadequada, sem prescrição e acompanhamento médico, o que pode causar danos ao organismo.
Os riscos das canetas emagrecedoras sem acompanhamento
Segundo o especialista em emagrecimento, Marcelo Carneiro, médico do reality “Quilos Mortais Brasil” e da clínica Obesicenter, as canetas não são uma solução estética rápida. “A indicação depende de vários fatores clínicos e exames e a automedicação sem orientação profissional pode trazer complicações que vão de náuseas e constipação à pancreatite e problemas renais”, alerta o especialista.
Outros efeitos associados ao uso inadequado são a perda de massa muscular, fraqueza, fadiga e impactos nutricionais, especialmente quando não há orientação alimentar. “Juntamente com os injetáveis vem um acompanhamento multidisciplinar para garantir que corpo e mente funcionem bem durante o tratamento. Nutricionista, psicólogo e educador físico geralmente formam a equipe”, explica o médico.
Marcelo ressalta que um ponto crítico do uso recreativo é a interrupção abrupta. “Quem usa sem acompanhamento geralmente para quando quer e esse é outro problema. Sem as doses adequadas e a interrupção gradual, essa pessoa ganhará peso novamente”, comenta e reforça que hoje, mais de 80% dos pacientes recuperam peso por falta de disciplina e compromisso com a finalização adequada do tratamento.
Pode ajudar
Para o especialista, o crescimento do uso recreativo banaliza o tratamento sério. “As canetas emagrecedoras podem ser uma ferramenta válida para quem realmente precisa, mas sempre com critério, acompanhamento médico e foco na saúde, não apenas na estética. Enquanto isso, o contrabando, falsificação e vendas nas redes sociais e aplicativos de mensagens aumentam, colocando a vida de milhares de pessoas em risco”, conclui.