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Privação de sono pode intensificar sintomas de estresse crônico, reduzir a capacidade de recuperação emocional e aumentar a vulnerabilidade à síndrome de burnout
É cada vez mais comum a discussão sobre o esgotamento mental na nossa sociedade e um dos problemas mais recorrentes tem sido o distúrbio ligado ao estresse crônico no trabalho. De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos do trabalho relacionados a transtornos mentais. Ansiedade, depressão e burnout aparecem entre os principais fatores por trás desse aumento nas licenças médicas. O que vem chamando atenção nesse cenário é a relação entre noites mal dormidas e o cansaço extremo.
Reconhecido como fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o burnout possui características como exaustão extrema, distanciamento mental em relação ao trabalho e queda de rendimento profissional. Segundo Jeziel Rodrigues, especialista do sono da Anjos Colchões & Sofás, a falta de sono não apenas prejudica a produtividade e o humor, mas também pode aumentar significativamente o risco de desenvolver essa síndrome. “O sono é um dos principais mecanismos de recuperação do organismo. Se o sono é insuficiente ou fragmentado, o corpo falha em regular hormônios ligados ao estresse, como o cortisol. Isso favorece um estado contínuo de alerta e desgaste emocional. Por isso, a escolha de um bom colchão também se torna fundamental. Ele impacta diretamente na qualidade do descanso e na capacidade do corpo de se recuperar ao longo da noite”, explica.
Sono é essencial
O especialista alerta que a falta de rotina e de sono reparador têm impacto direto na saúde e no desempenho das pessoas no dia a dia. “O sono deveria fazer com que a pessoa acordasse melhor no dia seguinte, com mais energia e disposição. Quando isso não acontece, é um sinal de que a qualidade do descanso não está adequada. Hoje, um dos principais problemas é a falta de rotina. Muitas pessoas têm hora para acordar, mas não para dormir, o que compromete a recuperação do corpo. Além disso, a escolha de um colchão adequado também influencia diretamente nesse processo. Quando o sono não é reparador, os impactos aparecem no dia a dia, especialmente nas relações pessoais e no desempenho profissional”, explica.
Cuidar da qualidade do sono pode funcionar como um importante fator de proteção contra o esgotamento profissional. Entre as recomendações estão manter horários regulares para dormir, evitar telas e estímulos intensos antes de deitar e estabelecer pausas ao longo da jornada de trabalho. “O sono adequado ajuda o cérebro a processar emoções, consolidar memórias e restaurar a energia mental. Quando esse processo é comprometido, o organismo entra em um estado contínuo de desgaste. Muitas vezes, isso também está diretamente ligado a fatores físicos, como um colchão que não distribui o peso corretamente ou já está deformado, o que impede o relaxamento completo durante o sono. Com o tempo, essa má postura durante a noite pode gerar exaustão acumulada e piorar ainda mais a qualidade do descanso”, afirma o especialista.
Os prejuízos
Quando a pessoa não dorme bem, os efeitos aparecem no dia seguinte, e isso inclui aumento da irritabilidade, diminuição da concentração e da capacidade de memorização.
O profissional alerta que, diante de sinais persistentes de insônia, cansaço extremo ou dificuldades para lidar com o trabalho, a recomendação é buscar avaliação médica. Identificar precocemente alterações de sono é importante para prevenir quadros mais graves de esgotamento físico e emocional, assim como possíveis diagnósticos de transtornos ou síndromes.