Emergencista explica sinais de risco para falta de ar Freepik

Tosse persistente, chiado e dificuldade para falar estão entre os alertas mais perigosos; médico emergencista orienta como agir corretamente durante uma crise

A asma atinge milhões de brasileiros e, apesar de comum, ainda é cercada por erros que podem transformar uma crise respiratória em uma emergência grave. Tosse persistente, chiado no peito, aperto torácico e falta de ar progressiva costumam ser os primeiros sinais de alerta, mas muitas pessoas demoram para agir corretamente.

Segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro, reconhecer rapidamente os sintomas faz toda a diferença no controle da crise.

“Em algumas pessoas, a tosse seca, principalmente à noite ou de madrugada, pode ser o primeiro indicativo de piora da asma. Muitos pacientes também relatam cansaço para atividades simples e dificuldade para falar frases longas”, explica.

Durante uma crise asmática, manter a calma é uma das medidas mais importantes. O especialista orienta que o paciente permaneça sentado, em posição confortável, e utilize imediatamente a medicação de resgate prescrita pelo médico. “Ajudar o paciente a usar corretamente a bombinha broncodilatadora é fundamental. Também é importante afastar possíveis gatilhos, como fumaça, poeira e cheiros fortes”, afirma Dr. Yuri Castro.

Erros comuns

O emergencista alerta que alguns erros bastante comuns podem piorar significativamente a dificuldade respiratória. Entre eles estão atrasar o uso da medicação, usar a bombinha de forma incorreta e insistir em tratamento caseiro sem orientação médica.

“Deitar o paciente, gerar pânico ou prolongar o tratamento em casa durante crises intensas aumenta o risco de complicações importantes”, destaca.

Outro ponto que exige atenção é saber identificar quando a crise deixa de ser apenas um desconforto respiratório e passa a representar risco de vida.

“A crise se torna uma emergência médica quando o paciente apresenta fala entrecortada, coloração arroxeada nos lábios ou dedos, sonolência, confusão mental ou exaustão. A ausência de melhora após repetidas doses da bombinha também é um sinal de alerta”, explica o médico.

Dr. Yuri Castro ainda reforça a importância da técnica correta no uso da bombinha, preferencialmente com espaçador, já que o dispositivo aumenta a eficácia da medicação e melhora sua chegada aos pulmões. “Mesmo sem espaçador, a forma de usar influencia diretamente no resultado do tratamento. Muitas vezes, o medicamento não faz efeito porque a técnica está incorreta”.

“Muita gente acha que consegue controlar a crise sozinho em casa e demora para buscar ajuda. Em alguns casos, minutos fazem diferença para evitar insuficiência respiratória”, alerta Dr. Yuri Castro.