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Ginecologista explica como vitaminas e minerais estratégicos ajudam a aliviar sintomas e preservar vitalidade
A menopausa marca uma virada importante no funcionamento do corpo feminino — e não apenas do ponto de vista hormonal. Alterações no metabolismo, na absorção de nutrientes e na produção de energia fazem com que muitas mulheres passem a sentir cansaço, mudanças de humor, dificuldade de dormir e perda de massa magra, mesmo mantendo hábitos saudáveis.
Nesse contexto, a suplementação deixa de ser coadjuvante e passa a ter um papel estratégico. “Mesmo com bons hábitos, muitas mulheres começam a sentir perda de vitalidade e dificuldade de manter massa magra. A suplementação não é um extra — é uma ferramenta de apoio ao corpo nessa nova fase”, afirma a ginecologista do Instituto Vivian Amaral, Dra. Rithielli Vargas.
O que realmente importa
Entre os nutrientes mais importantes, ela destaca o combo vitamina D + K2, essencial para imunidade, humor e saúde óssea. “A D cai naturalmente após os 40 anos, e a K2 ajuda o cálcio a ir para o lugar certo, reduzindo riscos cardiovasculares”, explica. O magnésio, especialmente nas formas glicinato ou bisglicinato, ajuda no sono, na ansiedade e no equilíbrio hormonal. Já o ômega-3 reduz inflamação, melhora o humor e auxilia até nos sintomas vasomotores. O complexo B, especialmente B12, apoia energia e cognição — áreas fragilizadas no climatério.
Apesar dos benefícios, a médica reforça que suplementos não substituem reposição hormonal. “Nenhuma vitamina reproduz o efeito do estrogênio ou da progesterona. Elas funcionam como coadjuvantes inteligentes — potencializam resultados e aliviam sintomas leves”, explica.
Para ondas de calor, irritabilidade e insônia, alguns nutrientes se destacam. “O magnésio é um dos mais eficazes para acalmar o sistema nervoso e melhorar o sono. Ômega-3 e resveratrol também têm impacto real no humor e na inflamação”, diz a ginecologista. Substâncias como CoQ10, PQQ e NAC podem contribuir para energia e clareza mental, desde que usadas com critério. “Não rejuvenescem magicamente, mas ajudam a envelhecer com mais conforto e vitalidade”, resume.
Nada de automedicação
A saúde íntima também se beneficia desse cuidado. “Vitamina D, ômega-3 e magnésio melhoram libido, microcirculação e resposta sexual. Já zinco e antioxidantes ajudam na saúde das mucosas, sempre como complemento aos tratamentos hormonais”, orienta.
A médica alerta para os riscos da automedicação. “Vitamina D em excesso pode sobrecarregar os rins, magnésio inadequado causa diarreia e ômega-3 oxidado aumenta inflamação. Além disso, existem interações com medicamentos”, reforça.
Sinais como insônia frequente, irritabilidade, queda de energia, secura vaginal e ondas de calor intensas merecem avaliação médica. “Esses sintomas não são ‘coisa da idade’. São pedidos de ajuda do corpo. Com acompanhamento, a menopausa pode ser uma fase para colocar na balança e repensar sobre o que realmente importa. Deixar de lado velhos hábitos e abrir-se para o novo, uma fase de potência e bem-estar”, conclui a Dra. Rithielli.