O cuidado individualizado pode ajudar você a perder peso com saúde, e a não desistir da dieta (Foto: Magnific)
O nutricionista identifica o que está impedindo você de emagrecer e ensina como evitar carências nutricionais
Você faz dieta, acredita que está se alimentando bem e, ainda assim, os resultados não aparecem? Nem sempre isso significa falta de disciplina. Isso porque, hábitos considerados saudáveis podem não atender às necessidades específicas do corpo. Dessa forma, é possível que somente uma análise especializada ajude a identificar o que está dificultando a sua perda de peso.
Essa discussão ganha força com a proximidade do Dia do Nutricionista, em 31 de agosto. Também se torna relevante diante do avanço do excesso de peso no país. Segundo estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em 2025, a proporção de adultos com excesso de peso nas capitais brasileiras e no Distrito Federal passou de 42,6%, em 2006, para 62,6%, em 2024.
Diante do crescimento dos índices, Fernanda Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clínic, reforça que a condição não deve ser associada apenas à aparência. “A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, influenciada por aspectos biológicos, comportamentais, sociais e ambientais. Por isso, não pode ser resumida ao quanto uma pessoa come ou à força de vontade para perder peso”, explica. Confira cinco benefícios que o profissional de nutrição pode trazer para o seu processo de emagrecimento:
1 – Descobrir o que pode estar dificultando a perda de peso
O tamanho das porções, a forma de preparo dos alimentos, o consumo de bebidas e as escolhas feitas nos fins de semana podem interferir no progresso de quem está tentando emagrecer, mesmo quando se segue uma dieta equilibrada.
Assim, a presença do nutricionista é importante para examinar esses comportamentos e reconhecer pontos que costumam passar despercebidos. “A consulta permite compreender como cada indivíduo se alimenta ao longo da semana. Em alguns casos, ajustes pontuais na organização das refeições já contribuem para avanços mais consistentes”, afirma Fernanda Lopes.
2 – Receber plano alimentar adaptado à própria realidade
Idade, sexo, nível de atividade física, condições clínicas, uso de medicamentos, preferências e horários influenciam as demandas nutricionais. Portanto, copiar o cardápio de outra pessoa ou seguir recomendações encontradas nas redes sociais pode não produzir o efeito esperado.
“A conduta precisa dialogar com o cotidiano de quem busca atendimento. Quando as recomendações são possíveis de aplicar, aumentam as chances de continuidade e de manutenção das conquistas”, esclarece a especialista.
3 – Evitar carências nutricionais e cortes desnecessários
Retirar alimentos ou grupos inteiros sem orientação de um profissional de nutrição pode reduzir a ingestão de nutrientes vitais e tornar a dieta difícil de sustentar. Assim, cabe ao nutricionista verificar a qualidade das refeições e equilibrar o consumo de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e minerais. “Emagrecer não significa apenas comer menos. É preciso garantir o aporte necessário para o bom funcionamento do corpo durante esse período”, destaca a profissional de nutrição.
4 – Entender que avanços vão além do peso na balança
O peso isolado não revela quanto corresponde a gordura, músculos, líquidos e outros componentes. Para obter uma visão mais ampla, o especialista pode considerar medidas corporais, composição corporal, exames, sintomas, disposição e mudanças na relação com a comida.
“Nem todo progresso aparece imediatamente na balança. Reduzir medidas, preservar massa muscular e melhorar parâmetros clínicos também é importante”, explica a nutricionista.
5 – Contar com ajustes diante de mudanças de rotina
O planejamento das refeições pode exigir adaptações ao longo do tempo. Viagens, alterações nos horários, períodos de maior ansiedade, novos resultados de exames e problemas para organizar a comida interferem nesse planejamento. Desse modo, reportar essas mudanças ao profissional permite uma reformulação da abordagem, impedindo que o paciente desista da dieta.
“O plano alimentar não deve ser estático. Observamos a resposta ao que foi proposto, os obstáculos encontrados e o que mudou desde a consulta anterior para definir novas recomendações”, esclarece a profissional.