Noveleiros criticam a escalação de Alinne Moraes para viver a mãe de Juquinha: a diferença de idade das atrizes é de 10 anos
Nas redes sociais, a escalação da atriz Alinne Moraes para viver a mãe da aprendiz de policial Juquinha (Gabriela Medvedovsky) em Três Graças vem rendendo comentários inflamados dos noveleiros. Alinne entra na trama em abril para interpretar Violeta, uma mulher elegante, desenvolta e sofisticada, casada com o discreto desembargador Henrique (Leopoldo Pacheco), pai da namorada de Lorena (Alanis Guillen).

Idades não batem?
Os comentários do público se referem às idades próximas das atrizes que irão viver mãe e filha, já que Alinne Moraes tem 43 anos, dez a menos do que Gabriela Medvedovsky. “Ela engravidou no ensino fundamental?”, questionou uma internauta. “As duas poderiam ser irmãs, gente”, continuou. Outra pessoa censurou a emissora: “A Globo erra muito na escalação”. Para um telespectador, a participação de Alinne é “forçada”.
A notícia levou parte do público a considerar que a entrega do papel a Alinne Moraes é uma forma de etarismo, ou seja, discriminação contra pessoas com base na idade. “Por que não atrizes de 50 anos ou até mais nesses papéis maternais?”, questionou outro internauta.
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Andréia e Pedro: 13 anos
Não é a primeira vez que a produção de Três Graças ignora as idades próximas de atores que integram núcleos familiares. Isso porque, a diferença de idade entre Andréia Horta e Pedro Novaes é de somente 13 anos: ela tem 42; ele, 29. Na trama, Andréia vive a advogada Zenilda, mãe de Leonardo, personagem de Pedro. Porém, tanto o ator quanto Gabriela Medvedovsky desempenham personagens mais jovens. Juquinha, inclusive, é estagiária da polícia civil.
Ficção x vida real
Por outro lado, parte dos noveleiros achou as críticas exageradas, uma vez que qualquer ator pode encarnar alguém mais velho ou mais novo – tudo vai depender da proposta do enredo e da caracterização do personagem. “Vocês precisam parar com esse surto de levar as idades dos personagens ao pé da letra”, opinou uma noveleira.
Benício em O Clone
Em O Clone, novela que a Globo exibiu entre 2001 e 2002, a proximidade das idades do elenco era ainda mais acentuada. Na trama, Murilo Benício, o vilão Ferette de Três Graças, deu vida a Léo, o rapaz clonado em laboratório. Ele vivia com a mãe, a dançarina Deusa, personagem de Adriana Lessa.
Agora, o plot twist: tanto Murilo quanto Adriana nasceram em 1971. Assim, quando O Clone estreou, em outubro de 2001, os dois atores tinham, exatamente, 30 anos. Léo, no entanto, foi construído como um rapaz de 20 e poucos anos — ou nem isso. Deusa, por sua vez, estaria perto dos 40 anos.