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No Dia das Mães, a celebração se renova com o amor das avós e união de diferentes gerações
A chegada de um neto não apenas amplia a família: reorganiza afetos, papéis e significados. Para muitas mulheres, esse momento marca o início de uma experiência pouco nomeada, mas profundamente transformadora: tornar-se “mãe de mãe”. Mais do que assumir o lugar de avó, trata-se de ver na filha ecos dos próprios erros e acertos.
Neste Dia das Mães, a celebração ganha outro olhar. O que antes era uma relação entre mãe e filha se expande para um encontro entre duas mulheres que compartilham, na prática, os desafios, as dúvidas e as descobertas da maternidade. Esse movimento também inaugura uma nova camada do vínculo: horizontal, consciente e, muitas vezes, ainda mais profunda.
Confira quatro dicas da psicóloga, escritora, mãe e avó Deborah Dubner para viver essa fase com mais leveza e presença:
Compartilhe seu protagonismo
A maternidade agora é dela e isso abre espaço para uma nova forma de caminhar juntas. Em vez de competir ou corrigir, escolha cooperar e confiar. Dividir o protagonismo é reconhecer que há muitos jeitos possíveis de ser mãe. E, nesse encontro, o amor se expande para além de qualquer comparação.
Pratique a escuta antes do conselho
A vontade de orientar é natural, mas nem sempre necessária. Muitas vezes, o que sua filha precisa é de validação, não de respostas. Perguntar “como posso te ajudar?” pode ser mais prático do que oferecer soluções prontas.
O cuidado que se faz por gesto
Mais do que orientar, é no concreto do dia que o amor transborda. Um prato de comida, a casa em ordem, um colo que chega para que ela possa descansar. É assim que uma aldeia se forma: na presença que ampara, no cuidado partilhado, na rede de apoio que lembra, todos os dias, que ninguém materna sozinha.
Quando a mãe é a nora
Nem sempre o “ser mãe de mãe” acontece pela filha, e tudo bem. Quando a maternidade chega pela nora, o caminho é outro, mas igualmente bonito. É um convite a se aproximar com delicadeza, respeitando o tempo, o espaço e o jeito. A escuta, o cuidado nos pequenos gestos e o afeto sincero vão, aos poucos, tecendo um vínculo de confiança.