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Conheça os riscos da automedicação para tratar sintomas de gripe e outras doenças respiratórias
Com as temperaturas mais baixas, cresce o número de pessoas que recorrem à automedicação para aliviar sintomas como dor de garganta, febre, tosse, congestão nasal e dores no corpo. Apesar de parecer uma solução rápida para os desconfortos típicos do inverno, o hábito pode trazer riscos à saúde e até dificultar o diagnóstico de doenças mais graves.
Segundo a coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, Nathalia Molina, o aumento de doenças respiratórias durante o inverno faz com que muitos pacientes utilizem medicamentos sem orientação profissional, principalmente anti-inflamatórios, antibióticos e antigripais.
Sintomas parecidos podem esconder doenças diferentes
“Muitas pessoas acreditam que sintomas respiratórios são simples e acabam reutilizando receitas antigas ou seguindo indicações de conhecidos. O problema é que diferentes doenças podem apresentar sintomas parecidos, e o uso inadequado de medicamentos pode mascarar sinais importantes e agravar o quadro clínico”, explica a coordenadora.
O alerta é ainda mais importante porque doenças como gripe, covid-19, sinusite, pneumonia e alergias respiratórias podem apresentar sintomas semelhantes em seus estágios iniciais.
Uso inadequado de antibióticos preocupa especialistas
Um dos erros mais comuns é o uso de antibióticos sem prescrição médica. Isso porque esses medicamentos não têm efeito contra vírus, responsáveis pela maioria dos resfriados e gripes.
Além de não resolver o problema, a prática pode contribuir para o aumento da resistência bacteriana, dificultando futuros tratamentos e reduzindo a eficácia dos medicamentos.
Medicamentos comuns também oferecem riscos
Outro comportamento frequente durante o inverno é o uso excessivo de remédios para aliviar sintomas rapidamente, principalmente em meio à rotina intensa de trabalho e estudos. No entanto, mesmo medicamentos considerados simples podem causar efeitos colaterais e complicações.
“Analgésicos, antigripais e descongestionantes parecem inofensivos, mas podem provocar aumento da pressão arterial, problemas gástricos, sonolência e reações alérgicas, especialmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas”, afirma.
Prevenção continua sendo o melhor caminho
Além da orientação médica, algumas medidas ajudam a prevenir doenças respiratórias durante os períodos mais frios do ano. Entre elas estão manter a hidratação, higienizar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e manter a vacinação em dia.
“Nem todo sintoma precisa de medicamento imediato. Observar o quadro e procurar atendimento quando os sintomas persistem ou se intensificam é a forma mais segura de cuidar da saúde”, finaliza.