Como a coenzima Q10 proporciona bem-estar na menopausa

Entenda como a coenzima Q10 pode contribuir para mais energia, vitalidade e qualidade de vida durante a menopausa

A menopausa representa uma mudança profunda no corpo da mulher. Mais do que o fim do ciclo menstrual, esse período é marcado por transformações metabólicas, hormonais e celulares que impactam diretamente a disposição, a saúde cardiovascular, a massa muscular e a sensação geral de bem-estar. Não por acaso, cresce o interesse por estratégias que ajudem a atravessar essa fase com mais equilíbrio e a coenzima Q10 tem ganhado destaque nesse debate.

O que é a coenzima Q10?

Produzida naturalmente pelo organismo, a Q10 participa do processo de geração de energia dentro das células. Com o avanço da idade, no entanto, essa produção diminui gradualmente, tornando-se ainda mais limitada após a menopausa. Esse declínio ajuda a explicar sintomas comuns relatados por muitas mulheres, como cansaço frequente, recuperação física mais lenta e sensação de queda de vitalidade.
De acordo com a endocrinologista Paula Rosado, entender essa mudança é fundamental para cuidar da saúde de forma mais ampla. “A menopausa altera o funcionamento do corpo como um todo. A redução da energia celular não afeta apenas o nível de disposição, mas pode ter reflexos na saúde muscular, cardiovascular e até cognitiva”, explica.

Outro ponto relevante é o papel antioxidante da coenzima Q10. Durante o envelhecimento, o organismo passa a lidar com um aumento do estresse oxidativo, processo associado à inflamação e ao desenvolvimento de doenças crônicas. “A Q10 ajuda a neutralizar os radicais livres, protegendo as células. Isso é especialmente importante no período pós-menopausa, quando os mecanismos naturais de defesa ficam menos eficientes”, acrescenta Paula.

Essa visão mais integrada da menopausa também reflete uma mudança no comportamento das mulheres maduras, que buscam informações, prevenção e autonomia sobre o próprio corpo. Em vez de soluções pontuais, cresce a procura por cuidados contínuos, baseados em ciência e orientação profissional.

Mais produtos pensados para as mulheres

Segundo Camila Luizzi, diretora de marketing da Relaxmedic, essa transformação tem influenciado inclusive o desenvolvimento de produtos voltados à saúde feminina. “Existe hoje uma mulher mais consciente, que entende que envelhecer bem passa por cuidar da base do organismo. A coenzima Q10 entra justamente nesse ponto, ao apoiar a produção de energia celular e contribuir para uma rotina com mais vitalidade”, afirma.

Camila reforça que a suplementação não substitui hábitos essenciais. “Sono, alimentação equilibrada e atividade física continuam sendo pilares. A ideia é complementar, não substituir, sempre com acompanhamento profissional.”

Especialistas alertam que cada organismo responde de forma diferente e que a indicação de suplementos deve ser individualizada. Ainda assim, o crescente interesse pela coenzima Q10 revela um movimento positivo: a menopausa deixa de ser encarada como um período de perda e passa a ser vista como uma fase de adaptação, informação e novos cuidados.

Relato

Mais do que combater sintomas isolados, o foco está em promover qualidade de vida, autonomia e bem-estar ao longo dos anos que vêm pela frente. Ana Tesseolli, 54 anos, conta que, após a menopausa, passou a recorrer com frequência ao café para manter a disposição. “Eu tinha energia por algumas horas, mas depois vinha um cansaço maior”, relata. Com acompanhamento nutricional e ajustes na rotina, ela percebeu uma diferença importante. “A sensação não é de pico, mas de constância. O corpo responde melhor ao longo do dia.”

Cafeína ou coenzima Q10? Entenda a diferença

Enquanto a cafeína age como um estimulante do sistema nervoso central, mascarando temporariamente a sensação de cansaço, a coenzima Q10 atua de outra forma. “A cafeína não produz energia, ela apenas bloqueia a percepção da fadiga, o que pode gerar picos seguidos de queda, além de interferir no sono e aumentar a ansiedade”, explica Luizzi.

Já a Q10 não funciona como estimulante. “Ela participa diretamente do processo de produção de energia dentro das células, especialmente nas mitocôndrias. O efeito é mais gradual, contínuo e fisiológico, sem aceleração do organismo”, completa a Paula.