Metabolismo desacelera após os 40? Entenda!

Alterações hormonais e perda de massa muscular impactam energia, peso e pele, mas é possível reverter o cenário

A partir dos 40 anos, mudanças fisiológicas naturais passam a influenciar de forma significativa o metabolismo, a composição corporal e os sinais visíveis do envelhecimento. A redução da taxa metabólica basal, associada à perda progressiva de massa muscular e às alterações hormonais, explica por que emagrecer se torna mais difícil e por que estratégias que funcionavam antes deixam de gerar resultados consistentes.

Por que o metabolismo desacelera?

Do ponto de vista científico, o metabolismo desacelera não apenas pela idade cronológica, mas pela diminuição da eficiência energética celular. Com o envelhecimento, as mitocôndrias produzem menos energia, enquanto processos inflamatórios de baixo grau se tornam mais frequentes. Esse cenário favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, além de impactar níveis de energia, sensibilidade à insulina e saúde da pele.

Entre as mulheres, a transição para a menopausa intensifica esse processo. A queda do estrogênio contribui para a perda acelerada de massa magra e para alterações na distribuição de gordura corporal. Somam-se a isso fatores comportamentais comuns nessa fase da vida, como privação de sono, estresse crônico e redução da atividade física, criando um ambiente metabólico menos favorável.

Segundo a nutricionista e esteticista especialista em pele, Sheila Mustafá, compreender essas mudanças é fundamental para redefinir o cuidado com o corpo após os 40. “Chega um momento em que cuidar apenas da aparência externa já não é suficiente. A pele e os cabelos passam a refletir o funcionamento metabólico do organismo. Quando o metabolismo está desequilibrado, nenhum tratamento isolado consegue sustentar resultados”, afirma. 

A beleza começa de dentro

Esse entendimento tem impulsionado o interesse por uma abordagem conhecida como Metabolic Beauty. Um termo que vem ganhando espaço nas discussões sobre o futuro da estética e do envelhecimento saudável. O conceito parte da integração entre metabolismo, nutrição, saúde hormonal e função celular, considerando a beleza como consequência de processos biológicos equilibrados, e não apenas de intervenções tópicas.

Na prática, a Metabolic Beauty avalia fatores como inflamação sistêmica, saúde intestinal, eficiência mitocondrial e equilíbrio hormonal, todos diretamente relacionados à qualidade da pele, do cabelo e ao ritmo de envelhecimento. Estudos indicam que inflamações crônicas de baixo grau aceleram a degradação do colágeno e comprometem a regeneração celular, tornando a pele mais opaca, fina e suscetível a sinais precoces de envelhecimento. 

“A estética precisa acompanhar a ciência. Hoje sabemos que estimular a regeneração celular e corrigir desequilíbrios metabólicos gera impactos muito mais profundos e duradouros do que apenas tratar a superfície da pele”, explica Sheila.

Como reativar o metabolismo após os 40

Outro pilar dessa abordagem é a personalização. Avaliações metabólicas e nutricionais mais precisas permitem estratégias individualizadas, focadas em preservação de massa muscular, melhora da sensibilidade à insulina e redução de processos inflamatórios. A combinação entre alimentação adequada, treino de força, qualidade do sono e manejo do estresse torna-se essencial para reativar o metabolismo e sustentar resultados ao longo do tempo.

Além dos efeitos sobre peso e energia, o impacto estético é significativo. Um metabolismo eficiente favorece a produção de colágeno, melhora a oxigenação dos tecidos e contribui para uma pele e cabelos mais firmes, uniformes e funcionais. “Quando o organismo funciona melhor por dentro, a pele responde. A beleza passa a ser um reflexo direto da saúde metabólica”, destaca Sheila Mustafá.

Mais do que uma tendência, a Metabolic Beauty representa uma mudança de paradigma no cuidado com o envelhecimento, especialmente após os 40 anos. A proposta não é reverter o tempo, mas otimizar o funcionamento do corpo, respeitando sua fisiologia e promovendo longevidade, vitalidade e qualidade de vida.