Bebê com peito chiando? Quando é hora de levar ao médico
Bebê com peito chiando? Pediatra recomenda não permitir que estranhos peguem ou beijem mãos e rosto da criança
Com a chegada das temperaturas mais baixas e o aumento da circulação de vírus respiratórios durante o período de frio, os casos de bronquiolite voltam a preocupar pais e responsáveis, principalmente de bebês. A doença provoca inflamação nos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões, e pode evoluir rapidamente, causando dificuldade para respirar, chiado no peito e queda na alimentação. Em muitos casos, o quadro exige atendimento médico imediato para evitar complicações.
Segundo a pediatra Rakel Evangelista, alguns sinais merecem atenção redobrada, como respiração acelerada, costelas marcadas durante a inspiração, sonolência intensa e dificuldade para ingerir líquidos. A especialista também alerta para medidas preventivas, como higiene frequente das mãos e evitar contato com pessoas gripadas.
A seguir Rakel esclarece diversas dúvidas sobre o tema:
1- O que é a bronquiolite? Quais são os principais sinais de alerta da bronquiolite no bebê que indicam necessidade de atendimento imediato?
Rakel Evangelista: A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos causada por um agente viral, em que há diminuição do diâmetro da passagem do ar, causando desconforto respiratório. Os principais sintomas são esforço respiratório, com a presença ou não de chiado na respiração. As costelas costumam ficar marcadas durante a inspiração e a musculatura do abdome trabalha muito para compensar os músculos da caixa torácica, que já estão trabalhando em excesso para puxar o ar.
Os pais devem ficar atentos a esses sintomas para buscar uma avaliação médica. Só assim conseguiremos avaliar se o bebê está bem para permanecer em casa ou se precisará ficar no hospital durante o tratamento.
2 – Como os pais podem diferenciar um bebê com peito chiando leve de um quadro respiratório mais grave?
Rakel Evangelista: Os quadros mais graves costumam vir associados a um aumento muito importante da frequência respiratória, além de irritabilidade, dificuldade para se alimentar e ingerir líquidos e sonolência intensa.
3 – Em quais situações a bronquiolite pode evoluir rapidamente e exigir internação?
Rakel Evangelista: Os bebês têm evolução muito rápida quando se trata de piora sintomática. Observar os sintomas de alerta e procurar a emergência é essencial. Para isso, é necessário ter a informação correta.
4 – O que fazer em casa para aliviar os sintomas enquanto a criança não é avaliada pelo pediatra?
Dra. Rakel Evangelista: Em geral, os bebês ficam extremamente secretivos. Então, lavagens nasais são muito bem-vindas. Às vezes, somente a lavagem nasal não é suficiente e necessitamos do apoio de fisioterapeutas respiratórios.
5 – Como prevenir?
Rakel Evangelista: Como a bronquiolite pode ser causada por diferentes vírus respiratórios, devemos prevenir o adoecimento dessas crianças, principalmente das menores de seis meses de vida. Lavagem das mãos, não deixar que estranhos peguem ou beijem as mãos e o rosto do bebê e evitar visitas de pessoas que estejam com algum sintoma respiratório são medidas importantes. Além disso, ter um pediatra que auxilie a família é essencial.