
A mamoplastia redutora vai muito além da estética: para muitas mulheres, é uma necessidade médica. O excesso de volume das mamas pode causar dores crônicas nas costas, no pescoço e nos ombros. Além disso, pode prejudicar a postura e provocar irritações na pele. Em alguns casos, a cirurgia não apenas alivia esses sintomas, mas também melhora significativamente a qualidade de vida da paciente.
O cirurgião plástico Dr. Josué Montedonio recomenda a cirurgia quando o tamanho das mamas impacta diretamente a saúde física e emocional da mulher. “Muitas pacientes relatam dificuldades para praticar atividades físicas, encontrar roupas adequadas e até mesmo desempenhar tarefas cotidianas. Quando o peso das mamas se torna um fator limitante, a redução cirúrgica se torna uma solução terapêutica. Ela proporciona alívio imediato e um contorno corporal mais harmônico”, explica o especialista.
Como funciona o procedimento?
A mamoplastia redutora consiste na retirada do excesso de tecido mamário e pele. O objetivo é reduzir o peso das mamas e melhorar sua proporção em relação ao corpo da paciente. Além do alívio das dores e desconfortos, a cirurgia também tem um impacto positivo na autoestima e no bem-estar psicológico das mulheres.
Adolescentes podem fazer mamoplastia redutora?
O procedimento pode ser realizado em adolescentes, mas exige critérios específicos. Segundo o Dr. Josué Montedonio, o ideal é que a paciente tenha passado pelo desenvolvimento completo das mamas, o que geralmente ocorre entre os 17 e 18 anos. No entanto, em casos graves de gigantomastia, onde o tamanho excessivo das mamas causa dor intensa e impõe limitações severas, os médicos recomendam a realização da cirurgia mais cedo. “Cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta não apenas o desenvolvimento físico, mas também a maturidade emocional da paciente para lidar com o pós-operatório e as mudanças corporais”, destaca o médico.
Uma decisão segura passa por um diálogo transparente entre a paciente, sua família e o cirurgião plástico, garantindo que a escolha seja feita de forma consciente e bem informada.
A mamoplastia redutora pode ser feita pelo SUS?
Para pacientes que possuem indicação médica para a mamoplastia redutora, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a cirurgia gratuitamente. No entanto, é necessário comprovar a necessidade clínica, como dores crônicas, problemas posturais ou lesões de pele causadas pelo peso excessivo das mamas. O processo inclui uma avaliação médica e um encaminhamento para hospitais públicos habilitados.
Apesar da possibilidade de realização pelo SUS, a fila de espera pode ser extensa, variando conforme a demanda da região. Por isso, é fundamental que a paciente busque orientação médica o quanto antes para iniciar os trâmites necessários.
Inspiração no esporte: O exemplo de Simona Halep
A mamoplastia redutora pode ser transformadora não apenas para a saúde, mas também para a carreira de mulheres em esportes de alto desempenho. Um exemplo notável é a tenista profissional Simona Halep, que passou pela cirurgia e, após a recuperação, atingiu o auge de sua carreira, tornando-se número 1 do mundo. A redução do peso das mamas permitiu que ela tivesse mais conforto físico, superando limitações que afetavam seu desempenho esportivo. A história de Halep é uma inspiração de como a mamoplastia redutora pode impactar positivamente a qualidade de vida e as conquistas profissionais de mulheres.
A mamoplastia redutora é mais do que uma transformação estética: para muitas mulheres, é um procedimento que resgata qualidade de vida, saúde e bem-estar. Se você enfrenta dificuldades devido ao tamanho das mamas, buscar a orientação de um especialista pode ser o primeiro passo para uma vida mais confortável e equilibrada.