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Para o ginecologista Raphael Gumes, do Instituto Douglas Tigre, essa conexão entre saúde íntima e desempenho físico não é apenas conceitual, mas fisiológica.
Quando se fala em performance física, assuntos como treino e alimentação geralmente dominam a conversa. No entanto, vai além: a saúde íntima pode impactar diretamente energia, recuperação e até a confiança da mulher que se dedica às atividades físicas. É um aspecto que, segundo dados de pesquisas, ainda é visto com tabu, apesar de sua forte influência no bem-estar geral.
Estudos mostram que mais de 70% das mulheres relatam sintomas desconfortáveis na região genital, como coceira, corrimento ou dor. Muitos dos quais estão associados a desequilíbrios ou infecções que podem afetar a qualidade de vida e autoestima.
Para o ginecologista Raphael Gumes, do Instituto Douglas Tigre, essa conexão entre saúde íntima e desempenho físico não é apenas conceitual, mas fisiológica. “Desequilíbrios hormonais, infecções recorrentes ou desconfortos na região íntima podem gerar um estado de inflamação e fadiga, reduzindo a capacidade de recuperação muscular e abaixando os níveis de energia necessários para treinos mais intensos ou consistentes”, afirma.
O médico completa: “Da mesma forma, quando a mulher não se sente bem com o próprio corpo, isso pode afetar sua motivação e regularidade nos treinos, o que consequentemente impacta os resultados”.
Além disso, o especialista ressalta a importância do cuidado preventivo. “A educação em saúde íntima e o acompanhamento ginecológico regular não são apenas para tratar problemas quando surgem, mas para evitá-los e manter uma base saudável que favoreça o desempenho físico e a qualidade de vida como um todo”, conclui Raphael Gumes.