Psicóloga Denise Milk explica como se preparar para a transição de carreira sem prejudicar a saúde mental
A intenção de mudar de emprego deve marcar o cenário profissional em 2026. Um levantamento global da rede profissional LinkedIn aponta que 54% dos trabalhadores brasileiros pretendem fazer uma transição de carreira este ano O índice é superior à média mundial, que ficou em 52%.
A pesquisa também revela que uma parcela significativa dos profissionais se sente confiante para dar esse passo: 37% afirmam estar preparados para enfrentar os desafios de uma nova fase na carreira.
Por que tantos profissionais querem mudar de emprego?
Para a psicóloga Denise Milk, especialista em saúde mental no trabalho, o resultado reflete uma mudança no comportamento dos profissionais. “Cada vez mais pessoas estão avaliando o impacto do trabalho no bem-estar e buscando ambientes que ofereçam não apenas remuneração, mas também qualidade de vida”, afirma.
Como se preparar para a transição de carreira
Segundo a especialista, antes de iniciar a transição, é essencial compreender as razões por trás da insatisfação. “É importante identificar se o incômodo é momentâneo ou se existe um problema recorrente, como falta de reconhecimento, sobrecarga ou ausência de perspectivas de crescimento”, explica.
Denise orienta que a mudança seja feita de forma estruturada. “Planejamento é fundamental. Organizar as finanças, atualizar o currículo, desenvolver novas competências e acompanhar o mercado ajudam a reduzir a insegurança durante o processo”, recomenda.
Ela também alerta para o risco de decisões precipitadas. “Sair de um emprego em um momento de estresse pode levar a escolhas pouco alinhadas com os objetivos de longo prazo. O ideal é refletir e definir com clareza o que se busca na próxima oportunidade”, diz.
O impacto emocional das mudanças profissionais
Durante a transição, o cuidado com a saúde emocional deve ser prioridade. “Mudanças profissionais costumam gerar ansiedade e expectativas. Manter uma rotina de autocuidado, estabelecer metas realistas e buscar apoio, quando necessário, contribuem para um processo mais equilibrado”, orienta.
Para Denise Milk, os dados indicam uma transformação na forma como os brasileiros enxergam a carreira. “Hoje, fatores como equilíbrio, propósito e saúde mental têm um peso cada vez maior nas decisões profissionais, e essa tendência deve se fortalecer nos próximos anos”, conclui.