Especialista explica o que realmente muda na sua pele quando você faz outras escolhas alimentares
Vivemos em uma sociedade que se importa, cada vez mais, com o tipo de alimento que consome e viu, na alimentação, uma forma de cuidar também da pele. Só que, com isso, vemos com frequência pessoas promovendo uma “dieta anticelulite” para ajudar com os furinhos que tanto perturbam as mulheres. Mas será que isso é verdade? Será que a alimentação é tão poderosa assim que pode, sozinha, combater a celulite?
E a resposta é…
Não. Quer dizer, não necessariamente. Embora não exista uma dieta capaz de eliminar completamente o quadro, o que se observa na prática é que determinados padrões alimentares interferem diretamente na aparência da pele. “A diferença não está apenas na quantidade de gordura corporal, mas na retenção de líquido, na resposta inflamatória do organismo e na qualidade do tecido cutâneo”, explica a médica com atuação em estética corporal e CEO das clínicas Leger, Nívea Bordin Chacur.
Ou seja, não existe uma dieta que elimine a celulite, mas existe, sim, uma relação direta entre o que a paciente consome e a forma como essa celulite se apresenta. “O excesso de sódio, açúcar e alimentos ultraprocessados favorece a retenção de líquido e processos inflamatórios, o que pode deixar o aspecto da pele mais irregular.”
O equilíbrio
De acordo com Nívea, quando há uma alimentação mais equilibrada, com boa ingestão de água, proteínas e alimentos menos inflamatórios, é possível melhorar a circulação e a hidratação da pele, reduzindo fatores que acentuam o aspecto irregular. “Esse comportamento ajuda a entender por que muitas mulheres relatam oscilações na aparência da celulite ao longo do tempo. Pequenas variações na rotina alimentar podem influenciar diretamente na forma como a pele responde, especialmente em re-
giões como glúteos e coxas.”
De dentro para fora!
Então, agora que entendemos que a alimentação não elimina, mas pode ajudar a melhorar a celulite, Roberto Chacur, especialista em tratamentos para celulite, afirma que, quando a paciente melhora a alimentação, cria uma base mais favorável para os tratamentos, com melhora da circulação e da resposta da pele.
No fim, a chamada “dieta anticelulite” não existe como fórmula única. “O que existe é uma combinação de fatores que inclui alimentação, estilo de vida e tratamento adequado, capaz de influenciar diretamente na qualidade da pele e na forma como a celulite se apresenta no dia a dia”, conclui Roberto.