Lipoenxertia vale a pena?

Cirurgião plástico Jairo Casali explica que técnica também pode melhorar a textura, luminosidade e qualidade da pele

Procedimentos estéticos com resultados naturais vêm sendo cada vez mais buscados por pessoas interessadas em cirurgias plásticas. Entre as principais técnicas do momento, a lipoenxertia tem ganhado destaque por usar a gordura do próprio paciente para dar volume. Além de corrigir imperfeições e promover rejuvenescimento em diferentes áreas do corpo e do rosto.

Como funciona a lipoenxertia?

O médico cirurgião plástico Jairo Casali, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), explica que os médicos realizam a cirurgia a partir de uma pequena lipoaspiração. “Retiramos o material de regiões como abdômen ou coxas, tratamos esse conteúdo e, em seguida, o reinjetamos cuidadosamente na área desejada”, afirma.

Segundo o especialista, o crescimento da técnica está diretamente ligado à procura por resultados menos artificiais, e uma de suas principais vantagens é a biocompatibilidade, já que não se trata de um material sintético e, como o enxerto é um tecido vivo pertencente ao próprio paciente, o risco de rejeição é baixo. A alta integração ao tecido tende a proporcionar um efeito mais suave e natural, com ganho de volume e contorno.

“Outro grande diferencial está nas chamadas células-tronco derivadas do tecido adiposo, que têm capacidade de regenerar e melhorar o ambiente da pele. O que estimula a circulação, renovação celular e sustentação. Por isso, os médicos podem indicar a técnica não apenas para fins estéticos, mas também para melhorar irregularidades na pele e cicatrizes”, afirma o médico.

Não é só fazer

Mas, apesar dos benefícios, Casali indica que o procedimento exige avaliação individual. Os médicos costumam indicar a técnica para pacientes que desejam melhorar o volume, o contorno ou o rejuvenescimento de forma natural e que tenham gordura disponível para retirada. Já as contraindicações incluem pessoas com condições clínicas frágeis, infecções ativas ou expectativas irreais em relação ao resultado. A lipoenxertia pode ser realizada em diversas regiões do rosto, em áreas como olheiras, maçãs do rosto e sulcos; e no corpo, em regiões como glúteos, mamas, mãos e pontos que apresentam alterações de textura ou contorno.

O médico pontua que a durabilidade e a possibilidade de reabsorção pelo organismo são as principais dúvidas dos pacientes, e que o pós-operatório bem assistido e respeitado é um momento chave para atingir o melhor resultado possível. “É importante esclarecer que uma parte do tecido pode ser reabsorvida, mas técnicas modernas aumentam bastante a taxa de permanência. Quando bem indicada e realizada, a lipoenxertia é um procedimento seguro e com alto índice de satisfação”, finaliza.