Cabelo caindo muito? 5 sinais de que é hora de investigar

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Queda persistente, afinamento dos fios e perda de volume podem indicar que algo não vai bem; tricologista Dra. Bianca Corso explica o que observar e quando procurar ajuda

Encontrar alguns fios no travesseiro, na escova ou durante o banho faz parte do ciclo natural do cabelo. Mas quando a quantidade aumenta, o cabelo perde volume ou surgem mudanças no couro cabeludo, vale prestar mais atenção.

A queda pode ter diferentes causas, desde fatores genéticos e hormonais até períodos de estresse, infecções, cirurgias, mudanças importantes na alimentação ou perda rápida de peso. Por isso, observar como e quando o problema começou pode ajudar na investigação.

A médica tricologista Bianca Corso explica quais mudanças merecem atenção e quando é hora de procurar avaliação especializada.

1. Afinamento e perda de volume merecem atenção

A queda nem sempre se manifesta apenas pelo aumento da quantidade de fios no banho ou na escova. Mudanças na espessura, no volume e no crescimento também podem ser percebidas.

“Alguns sinais podem levantar essa suspeita, principalmente quando há queda difusa, afinamento dos fios, perda de volume e dificuldade de crescimento. O cabelo pode ficar mais fino, frágil, opaco e quebradiço. Em alguns casos, também podemos observar alterações na qualidade das unhas e da pele, que ajudam a compor o quadro.”

Essas alterações, no entanto, não apontam automaticamente para uma única causa. Diferentes condições podem provocar mudanças semelhantes nos fios, o que torna importante avaliar o conjunto de sinais.

2. Observe se a queda está espalhada pela cabeça

A forma como o cabelo cai também fornece pistas importantes. Uma perda distribuída pelo couro cabeludo tem características diferentes de falhas localizadas ou do afinamento progressivo em determinadas regiões.

Um dos quadros que pode provocar esse tipo de queda é o eflúvio telógeno, situação em que uma quantidade maior de fios entra na fase de queda. Entre os possíveis gatilhos estão períodos de restrição alimentar, emagrecimento rápido e outras mudanças importantes no organismo.

“Também pode haver redução da espessura e da qualidade dos fios. Porém, o padrão isoladamente não permite determinar qual é a causa, por isso a investigação é fundamental.”

3. Pense no que aconteceu nos meses anteriores

A queda percebida hoje nem sempre está relacionada a algo que aconteceu recentemente. Ao investigar o problema, é importante considerar mudanças pelas quais o organismo passou nos meses anteriores.

Perda rápida de peso, dietas restritivas e ingestão inadequada de nutrientes estão entre as possibilidades. Ferro, vitamina D, zinco, vitamina B12, folato e proteínas podem entrar na investigação dependendo do quadro apresentado pelo paciente.

Mas perceber queda não significa que seja necessário começar a tomar vitaminas por conta própria.

“Mas existe um ponto importante: não devemos suplementar indiscriminadamente apenas porque uma pessoa está perdendo cabelo. O excesso de alguns nutrientes também pode ser prejudicial. O ideal é identificar a deficiência e tratar a causa.”

4. Estresse, hormônios e genética também podem estar por trás da queda

A alimentação é apenas uma das possibilidades. Fatores genéticos e hormonais, além de situações como estresse físico ou emocional, infecções e cirurgias, também podem interferir no ciclo capilar.

É por isso que apenas observar a quantidade de cabelo que está caindo não é suficiente para descobrir a origem do problema. A investigação pode envolver histórico clínico, avaliação do couro cabeludo, tricoscopia e, dependendo do caso, exames laboratoriais.

“O cabelo conta uma história, mas precisamos investigar essa história.”

5. Queda persistente e alterações no couro cabeludo são sinais de alerta

Uma queda transitória pode acontecer em diferentes períodos da vida. O sinal de atenção aparece principalmente quando ela se torna intensa, persiste, volta com frequência ou começa a provocar redução perceptível do volume.

Falhas no couro cabeludo, coceira, descamação, dor e vermelhidão também são alterações que merecem avaliação.

“Quanto antes identificarmos a causa, maiores são as chances de interromper o processo e preservar os fios. Queda de cabelo não deve ser tratada apenas como um problema estético: em algumas situações, ela pode ser um sinal de que algo está acontecendo no organismo”, conclui Corso.