A importância do sono para a saúde cardiovascular A importância do sono para a saúde cardiovascular

Dormir bem é muito mais do que descansar. No Dia Mundial do Sono, celebrado em 14 de março, especialistas chamam a atenção para a relação direta entre a qualidade do sono e a saúde do coração. A privação de sono e os distúrbios noturnos estão associados a um maior risco de infarto, acidente vascular cerebral e alterações na pressão arterial, problemas que muitas vezes se desenvolvem de forma silenciosa.

Estudos mostram que dormir pouco ou mal interfere em mecanismos fundamentais do organismo, como o controle da pressão, da glicemia e da inflamação. “O sono tem um papel essencial na recuperação cardiovascular. Quando ele é insuficiente, o corpo entra em estado de alerta constante, o que sobrecarrega o coração”, explica a cardiologista Dra Rayanne Dantas.

Riscos da privação de sono

A privação crônica de sono está ligada ao aumento do risco de infarto e AVC porque favorece a elevação da pressão arterial, o descontrole metabólico e a inflamação dos vasos sanguíneos. Além disso, noites mal dormidas podem aumentar a frequência cardíaca e dificultar a recuperação do sistema cardiovascular após o estresse do dia a dia. “Dormir menos do que o necessário não é apenas um incômodo. É um fator de risco real para doenças do coração”, alerta a especialista.

Outro ponto de atenção é a apneia do sono, um distúrbio caracterizado por pausas repetidas na respiração durante a noite. Essa condição está fortemente associada à hipertensão arterial e a arritmias. Segundo a Dra. Rayanne, muitos pacientes descobrem problemas cardíacos a partir da investigação do sono. “A apneia provoca quedas de oxigenação e despertares frequentes, o que aumenta a pressão arterial e o risco cardiovascular ao longo do tempo”, afirma.

O quanto precisamos dormir

Mas afinal, quantas horas de sono são ideais? Para a maioria dos adultos, o recomendado é dormir entre sete e oito horas por noite, com qualidade e regularidade. Mais importante do que apenas contar horas é observar se o descanso é reparador. “A pessoa acorda cansada, sonolenta ou com dor de cabeça frequente? Esses sinais indicam que algo não está funcionando bem”, explica a cardiologista.

Procurar um especialista é fundamental quando há sintomas persistentes, como ronco intenso, pausas respiratórias durante o sono, cansaço excessivo ao longo do dia, insônia frequente ou dificuldade para controlar a pressão arterial mesmo com tratamento. Nessas situações, a avaliação médica pode prevenir complicações mais graves no futuro.

No Dia Mundial do Sono, o recado é claro. Cuidar do sono é cuidar do coração. Priorizar noites bem dormidas não é luxo, é uma estratégia essencial de prevenção cardiovascular e de promoção de saúde a longo prazo.