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Uma grande honra!
Quem assiste ao folhetim das seis já sabe: A Nobreza do Amor é mais que uma novela, é um manifesto em homenagem à estética afro-brasileira. O reino fictício de Batanga chama a atenção pelo visual deslumbrante, especialmente por seus figurinos. Por isso, não foi surpresa quando a trama parou nos holofotes do Rio Fashion Week, no dia 17 de abril.
Ao todo, 33 looks da novela cruzaram a passarela, vestindo estrelas como Erika Januza e Lázaro Ramos. “O desfile apresentou as vestimentas que narram o caminho estético da novela, seguindo os passos de Alika (Duda Santos). Foi uma forma de traduzir visualmente essa jornada, desde o reino de Batanga até a chegada ao Brasil. Fico feliz e, acima de tudo, orgulhoso de ser uma pecinha de toda essa criação grandiosa”, revela Igor Verde, que assinou o desfile.
Em entrevista exclusiva à MALU, ele conversou sobre o evento e a celebração das heranças Brasil-África.
Como surgiu a ideia de transformar a narrativa da novela em um desfile de moda?
“A ideia surgiu da cabeça abençoada da nossa diretora de marketing, Samantha Almeida. Havia esse desejo de colocar a novela no lugar de luxo que ela merece, e nada melhor do que a indústria da moda para fazermos isso.”
De que forma os elementos escolhidos celebram a nobreza africana presente na identidade brasileira?
“Tecidos, adornos, símbolos, a música e a própria pele negra iluminada, foco de todas as atenções na passarela. Todos esses signos são marcas dessa nobreza que o povo preto carrega e que corre na veia do Brasil. Acho que o principal ato de celebração aqui é quando colocamos toda essa cultura e essa melanina na passarela como estrela, como centro e destaque daquele instante de sonho. Isso ajuda a construir uma realidade onde a negritude seja sinônimo de nobreza no Brasil, tenho certeza.”
O desfile conectou moda, televisão e cultura afro-brasileira. Qual mensagem você espera que o público leve dessa apresentação?
“Que todo brasileiro deve respeitar as diferentes culturas africanas que formam essa nação em todas as formas em que elas se apresentam: na dança, na música, na religiosidade, na filosofia e também na moda. E, além de respeitar, deve se orgulhar dessas raízes e fazer desses elementos força vital para a construção de uma sociedade que trate bem todos que dela participam.”

Créditos: Globo/Estevam Avellar