Sheron Menezzes estreia série sobre recomeços e sororidade Globo/Divulgação

Em Juntas & Separadas, atriz vive apresentadora que redescobre a vida após o divórcio e encontra apoio nas amigas

A mais nova série Original Globoplay, Juntas & Separadas — primeira obra audiovisual criada por Thalita Rebouças — estreou no último dia 12 de março, e uma das protagonistas é Sheron Menezzes. A atriz dá vida a Laura Brás, uma mulher espontânea, engraçada e carismática, filha de Dona Dina (Claudia Di Moura). É uma apresentadora de TV bem-sucedida, mas, apesar da carreira sólida e da imagem pública de mulher poderosa, descobre o vazio emocional que sustentava seu casamento. Após se separar de ​​Lucas (Fábio Ventura), depois de 24 anos casada, Laura é acolhida pelas amigas Ana Lia (Natália Lage), Claudinha (Debora Lamm) e Joana (Luciana Paes), mulheres que já vivenciaram seus próprios colapsos afetivos.

Segundo Sheron, sua personagem é espalhafatosa, atrapalhada e fala um pouco alto. “Ela é suburbana e, ao mesmo tempo, uma apresentadora que já se moldou àquele meio, mas deixa escapar a essência dela. Eu juntei essa Laura engraçada com o meu jeito rápido de falar e acho que consegui colocar isso na personagem. Eu conheço muitas pessoas que identifico como Laura, Ana Lia, Claudinha, Joana. São extremamente reais”, analisa.

O autoconhecimento tardio

Para a atriz, Laura viveu moldada na imagem de apresentadora que construiu ao longo dos anos e em função de seu casamento. “Ela se descobre tarde, depois dos 40. Quando se separa, ela não tem discernimento para saber o que está bom ou ruim para ela, porque ficou presa naquele casamento desde jovem. Mas chega um momento em que ela percebe que estava em um relacionamento tóxico e que tem capacidade de falar e de pensar as coisas que quer dizer. A partir daí, ela começa a aflorar”, explica.

Sheron acredita que a série vai trazer identificação ao público feminino. “A obra fala muito sobre a amizade entre mulheres maduras e as suas descobertas. Quando a gente vai amadurecendo, a gente muda gostos, corpo, relacionamentos, e muitas vezes a gente não divide isso com outras pessoas. Então, quando essas mulheres juntas começam a dividir as experiências, a gente entende que é normal, que muita gente passa por isso e que está tudo bem, porque a gente tem o apoio uma da outra”, conclui.