Faltam pouco mais de 100 dias para a Copa do Mundo, e se você não quer perder os jogos do Brasil, é hora de ter seu visto americano
Faltam 112 dias para o início da Copa do Mundo. A estreia da Seleção Brasileira está marcada para o dia 13 de junho contra Marrocos, em Nova Jersey (EUA). Os interessados em acompanhar os jogos de pertinho devem dar entrada no processo de visto o quanto antes! Pensando em ajudar, o proprietário da Viaggi Vistos e especialista em visto americano há mais de 10 anos, Gianluca Ferro, preparou 5 dicas valiosas sobre a temida entrevista consular.
“A entrevista de visto dura poucos minutos e é baseada principalmente no seu perfil, não nos documentos. Vale ressaltar alguns pontos importantes: o oficial já tem acesso ao seu histórico antes mesmo de você falar, inconsistências no DS-160 pesam mais do que respostas decoradas, vínculos profissionais e renda compatível são decisivos e parentes nos EUA aumentam o nível de análise. A entrevista é rápida, técnica e muito mais estratégica do que parece. Muita gente foca apenas em documentos e roupas, mas existem fatores menos comentados que influenciam diretamente a decisão do oficial consular”, esclarece Gianluca.
Vai para a Copa do Mundo? Confira as dicas para a entrevista!
1 – O oficial raramente lê todo o formulário antes da entrevista
Na prática, o oficial consular verifica pontos-chave segundos antes de chamá-lo: ocupação, renda declarada, histórico de viagens, vínculos familiares e solicitações anteriores. Não há tempo hábil para que o oficial fique lendo textos muito longos no formulário. Por isso: informações precisam ser claras e objetivas, seus vínculos e propósito de viagem devem estar alinhados, o histórico precisa estar coerente com sua fase de vida. Inconsistência é um dos maiores fatores de alerta.
2 – Parentes nos EUA aumentam o risco de negativa do visto
Ter parentes diretos nos Estados Unidos, como pais, filhos ou irmãos, não impede a aprovação do visto. Porém, é um fator relevante na análise consular, já que demonstra a existência de vínculos familiares no país, o que pode aumentar a percepção de risco de permanência além do período autorizado. Quanto mais próximo o grau de parentesco, maior tende a ser o nível de análise do perfil.
3 – O sistema pode “marcar” seu perfil antes mesmo de você falar
O oficial tem acesso a: pedidos anteriores, overstay nos EUA (passar do prazo de permanência), registros de entrada e saída, I-94 e informações compartilhadas entre países, acordo FCC. Inclusive dados vinculados a familiares que estejam em situação irregular. Isso significa que não existe entrevista “do zero”. Preste atenção em perguntas comuns, como: “Qual é sua renda mensal?”, “Para onde vai nos EUA?” e “Quanto tempo ficará?”. Apesar de parecerem simples, essas perguntas são usadas para confirmar as informações do DS-160. Uma divergência, mesmo pequena, pode gerar desconfiança imediata. Lembre-se: suas respostas já estão registradas no formulário. Em regra, o entrevistador faz a pergunta já sabendo exatamente o que foi declarado.
4 – O destino informado pode influenciar a decisão
Destinos turísticos tradicionais, como: Orlando, Nova York e Miami costumam gerar menos questionamentos. Já estados menos turísticos podem levantar perguntas adicionais, especialmente se houver familiares na região. O importante não é o destino em si, mas a coerência com seu perfil. Afinal, qual seria o motivo de você estar declarando uma viagem à turismo para Iowa, por exemplo? Será necessário ter uma justificativa plausível e coerente.
5 – Nem todos os vínculos têm o mesmo peso
Muita gente acredita que casa própria ou um bom carro garante aprovação. Não funciona assim. Vínculos com maior peso: Emprego formal estável, empresa ativa e comprovável, renda compatível e histórico de viagens internacionais. Vínculos com peso menor isoladamente: Veículo, imóvel quitado e saldo bancário pontual. O que importa é o conjunto!
Dicas extras
O especialista responde, ainda, se quem viaja sozinho recebe mais atenção. “Não é uma regra oficial. Porém, na prática, jovens adultos que viajam sozinhos para destinos com histórico migratório costumam passar por uma análise mais criteriosa. Isso acontece porque estão entre os perfis considerados de maior risco migratório e, em muitos casos, ainda não possuem estabilidade profissional consolidada como pessoas mais velhas. Em diversas situações, o fato de viajar sozinho pode estar por trás de negativas que parecem ‘inexplicáveis’. Isso não significa negativa automática, significa que o perfil precisa estar ainda mais consistente e coerente”, ressalta Ferro.
Embora não solicitem documentos de renda para a maioria dos solicitantes, é essencial levar:
- Comprovantes de renda;
- Declaração de imposto de renda;
- Contrato social, se for empresário;
- Comprovantes acadêmicos;
Se solicitado e você não tiver, sua credibilidade pode cair imediatamente.