Mulheres são mais propensas a desenvolver o câncer de tireoide. A faixa etária mais prevalente é entre 30 e 50 anos
Embora seja um dos tipos de câncer com melhor prognóstico quando detectado cedo, a conscientização sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce podem traduzir a eficácia do tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.

No Brasil, assim como globalmente, o câncer de tireoide é significativamente mais comum em mulheres. O tipo mais comum é o papilífero, presente em cerca de 8 de 10 pessoas com câncer de tireoide (80%). Geralmente cresce muito lentamente e muitas vezes se espalha para os gânglios linfáticos no pescoço. Atinge as mulheres duas vezes quando comparado aos homens, e a faixa etária mais prevalente é entre os 30 e 50 anos. “Se detectado ainda pequeno (menos de 1 cm) e estiver restrito à glândula tireoide, a taxa de cura é alta, perto de 100% em pacientes”, explica a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.
A glândula tireoide está localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo da laringe (cordas vocais). Ela produz hormônios que regulam o metabolismo, que é o processo de como o seu corpo usa e armazena sua energia. O câncer de tireoide ocorre quando tumores, também conhecidos como nódulos, crescem na tireoide.
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Dra. Lorena comenta que, muitas vezes, os nódulos acabam descobertos incidentalmente em exames de rotina ou até mesmo por autopalpação. “Por isso a importância dos exames de rotina, especialmente se houver histórico familiar ou outros fatores de risco”, alerta Dra. Lorena Amato.
Fatores de risco para o câncer de tireoide
Não se conhece a causa do câncer de tireoide, mas alguns fatores de risco são apontados, entre eles:
- tratamentos com radiação para a cabeça, pescoço ou tórax, especialmente na infância ou adolescência
- história familiar de câncer de tireoide
- um grande nódulo ou em rápido crescimento
- idade superior a 40 anos
Os sintomas do câncer de tireoide podem ser sutis ou inexistentes nas fases iniciais. Quando presentes, incluem:
- Nódulo ou caroço no pescoço possível de sentir com o toque;
- Rouquidão ou outras alterações na voz que não melhoram;
- Dificuldade para engolir;
- Dificuldade para respirar;
- Inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço.
Diagnóstico do câncer de tireoide
O diagnóstico é geralmente feito através de ultrassonografia da tireoide, seguida por uma punção aspirativa por agulha fina (PAAF) para analisar as células do nódulo suspeito. O tratamento mais comum é a cirurgia para remover a tireoide (tireoidectomia total ou parcial), podendo ser complementado com terapia com iodo radioativo em casos selecionados.
Dra. Lorena enfatiza que o acompanhamento endocrinológico é muito importante, tanto para o diagnóstico quanto para o manejo pós-tratamento. “O endocrinologista desempenha um papel central em todas as fases, desde a investigação de nódulos até o acompanhamento da função da tireoide após a cirurgia, garantindo a reposição hormonal adequada e a monitorização de possíveis recorrências,” conclui.