Para escolher a paleta ideal, arquitetos contam o que é preciso levar em consideração
Nos projetos de arquitetura residencial, a definição da cor predominante no quarto leva em consideração as predileções do morador. E essa decisão deve ser bem ponderada, uma vez que estará intimamente ligada às condições de bem-estar e relaxamento almejadas para o ambiente.

Todavia, essa não é a única condição para escolher a tinta que recobrirá as paredes. O equilíbrio está em desenvolver a sintonia com os demais materiais e a iluminação – tanto a natural, quanto a do projeto luminotécnico.
Entre as possibilidades que entregam a frescor, calma e o desejo de reconexão interior, as indústrias de tintas já revelam suas indicações para 2027, que são inspiradas no verde. A Coral anunciou a Pedra Natural, um verde-claro suave e acinzentado, inspirado em nuances encontradas nas folhas de sálvia. Enquanto a Sherwin-Williams apresentou o Aipo como uma nuance discreta, convidativa e restauradora.
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À frente de seus escritórios, o arquiteto Bruno Moraes, do BMA Studio, e as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, do Dantas & Passos Arquitetura, apontam os caminhos que analisam para cada projeto.
Caminho sem erro no quarto: tons claros
Segundo os profissionais, cores neutras continuam como as alternativas mais seguras quando a intenção é desfrutar de um décor leve e com uma base fácil de associar com demais elementos presentes.
Entretanto, a diferença está na mudança de rota. Ao invés do branco muito frio ou dos cinzas azulados que predominaram nos últimos anos, a paleta atual abre espaço para off-whites abertos, areia, bege e greige (mistura de cinza com bege), que acrescentam calor sem pesar muito.
“Essas nuances funcionam muito bem, pois oferecem a versatilidade para valorizar a personalidade do ambiente em itens de maior porte, como a marcenaria, e peças menores como o enxoval de cama e objetos decorativos”, contextualiza a dupla da Dantas & Passos Arquitetura. Eles argumentam sobre a preferência por tons neutros aquecidos por adicionarem conforto sem o aspecto excessivamente branco.
Definitivamente, o verde nunca é um erro
Para os moradores com desejo de arriscar com parcimônia – sem recorrer a uma cor muito intensa –, Bruno Moraes indica os gradientes de verdes como possibilidades de baixo risco. Especialmente em referências como o sálvia, oliva e outras variações mais fechadas com potencial de dialogar com a madeira, palha e linho.
“O verde é versátil, pois pode assumir diferentes características a depender da tonalidade. Ao mesmo tempo que entrega delicadeza e luminosidade, uma nuance mais fechada propicia uma atmosfera envolvente. E, para ambas, as propostas é fundamental avaliar a iluminação natural que o quarto recebe”, orienta.
O azul é envolvente
Bruno sugere que os azuis mais fechados são interessantes quando a intenção é entregar profundidade. E, para tanto, a estratégia pode considerar uma combinação de tons. “Adoto uma superfície a ser destacada e as demais paredes podem receber nuances mais claras. Assim consigo adicionar personalidade sem carregar na cor”, exemplifica.
E os tons terrosos?

Dos clássicos aos populares como areia, argila, terracota suave, rosados queimados e marrons, a gama é muito bem-vinda quando o objetivo é deixar o dormitório mais quente. Para tanto, Danielle e Paula orientam que não é preciso aplicar um terracota muito forte. “Junto com as variações já mencionadas, o caramelo e rosados queimados prometem um aconchego super delicado”, relatam
Bônus: em quarto pequeno
Em dormitórios compactos, as cores claras ajudam a manter uma sensação visual mais aberta, mas isso não significa que os tons escuros sejam proibidos. “O segredo está no equilíbrio da composição e na quantidade de luz disponível”, afirma Bruno.
Danielle e Paula seguem a mesma linha. “Uma parede colorida adiciona um ponto focal no projeto e a face onde está a cabeceira é uma possibilidade bastante natural, já que concentra a cor em uma superfície que já possui uma função visual importante”, finalizam.