Bioestimulador x harmonização glútea: entenda a diferença

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Técnicas ganharam espaço entre celebridades como Virgínia Fonseca, Sabrina Sato, Deborah Secco, Bianca Andrade e Bruna Biancardi, mas possuem objetivos diferentes

A busca por procedimentos estéticos capazes de melhorar o contorno e a aparência dos glúteos ganhou força entre os famosos. Nomes como Virgínia Fonseca, Sabrina Sato, Deborah Secco, Yasmin Brunet e Bruna Biancardi compartilharam experiências com o bioestimulador de colágeno na região. Já celebridades como Tati Quebra Barraco e Bianca Andrade estão associadas à chamada harmonização glútea, termo utilizado para definir diferentes técnicas voltadas à melhora do formato, contorno e proporção dos glúteos. Embora os profissionais frequentemente os apresentem como sinônimos, os procedimentos não têm necessariamente a mesma finalidade.

Foto de Jernej Graj na Unsplash

O que é o famoso “bumbum de colágeno”?

De acordo com a fisioterapeuta dermatofuncional Fernanda Lohr, a principal diferença está no objetivo de cada abordagem. “O bioestimulador de colágeno tem como proposta estimular o organismo a produzir mais colágeno na região tratada. Com isso, buscamos melhorar a firmeza, a sustentação, a textura e a qualidade da pele. É um tratamento que trabalha principalmente a qualidade do tecido e apresenta resultados progressivos”, explica. O procedimento ganhou o apelido de “bumbum de colágeno” justamente por estar associado à melhora da flacidez e da aparência da pele, e não necessariamente ao aumento expressivo do volume dos glúteos.

E qual é a diferença para a harmonização glútea?

Já a harmonização glútea possui uma proposta mais ampla e pode envolver diferentes procedimentos de acordo com a necessidade de cada paciente. “Quando falamos em harmonização glútea, estamos falando de um planejamento individualizado para melhorar o conjunto da região. Dependendo da avaliação, podem ser trabalhados aspectos como contorno, projeção, assimetrias, depressões e qualidade da pele. Portanto, não devemos tratar harmonização e bioestimulação como se fossem exatamente a mesma coisa”, afirma Fernanda. Em alguns casos, os profissionais podem, inclusive, associar técnicas diferentes para alcançar objetivos distintos dentro de um mesmo planejamento estético.

Técnicas também se diferenciam pelo tempo de resposta

Outra diferença importante está na forma como os resultados aparecem. Enquanto determinadas técnicas utilizadas na harmonização podem promover alterações mais imediatas no contorno e no volume, a bioestimulação depende da resposta do próprio organismo. “O paciente precisa entender que o bioestimulador não tem como principal objetivo proporcionar um aumento imediato do glúteo. A produção de colágeno acontece gradualmente e, por isso, o resultado é construído ao longo das semanas e dos meses. É um tratamento que busca uma evolução da qualidade do tecido, e não simplesmente aumentar o tamanho da região”, destaca a fisioterapeuta dermatofuncional.

A popularização dos procedimentos entre celebridades também aumentou a procura por tratamentos semelhantes, mas Fernanda alerta que o protocolo realizado por uma pessoa não deve ser automaticamente reproduzido por outra. “Cada paciente apresenta uma estrutura corporal, uma qualidade de pele e uma queixa diferente. O fato de uma celebridade ter realizado determinado procedimento não significa que aquele seja a melhor indicação para todas as pessoas. A avaliação individual é fundamental para entender o que realmente precisa ser tratado e quais técnicas podem oferecer um resultado coerente com a expectativa do paciente”, conclui.