Mofo no sofá: 7 cuidados para evitar o problema

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Especialista explica como prevenir e quando a limpeza já não resolve

A combinação de chuvas, umidade elevada e pouca ventilação pode favorecer o aparecimento de mofo em sofás, poltronas e cabeceiras durante a primavera. O problema nem sempre é percebido logo no início: muitas vezes, o primeiro sinal é um cheiro de guardado, seguido pelo surgimento de manchas no tecido. Quando isso acontece, os fungos podem já ter atingido camadas internas do estofado.

“O mofo não aparece de um dia para o outro. Ele se instala aos poucos e, quando a pessoa percebe o cheiro ou a mancha, geralmente já está há um bom tempo ali”, explica William Volkmann, CEO da Mr. Sofá. Segundo o especialista, manter o ambiente ventilado e evitar o acúmulo de umidade são medidas importantes para prevenir o problema.

Por que o mofo aparece no sofá?

O desenvolvimento do mofo está associado à presença de umidade, pouca circulação de ar e matéria orgânica. Nos estofados, poeira, suor e restos de alimentos podem servir de alimento para os fungos, enquanto o tecido e a espuma retêm a umidade.

Entre as causas mais comuns estão líquidos derramados que não secaram completamente, limpezas feitas com excesso de água e sofás encostados em paredes com infiltração. Em ambientes fechados e pouco ventilados, o risco aumenta.

7 cuidados para prevenir o mofo no estofado

Algumas medidas simples ajudam a reduzir a umidade e dificultar o surgimento de fungos nos móveis. Confira as recomendações:

1. Mantenha o ambiente ventilado

Abrir as janelas diariamente, sempre que as condições externas permitirem, ajuda a renovar o ar e reduzir a sensação de abafamento. “Abrir as janelas e deixar o ar circular é o cuidado mais barato e um dos mais eficientes”, afirma Volkmann.

2. Afaste o sofá da parede

Deixar um pequeno espaço entre o móvel e a parede facilita a circulação de ar na parte traseira do estofado. O cuidado é especialmente importante quando há sinais de umidade nas paredes.

3. Seque líquidos derramados rapidamente

Ao derramar água ou outra bebida no sofá, absorva o excesso com um pano limpo ou papel-toalha, sem esfregar excessivamente o tecido. Depois, mantenha o local ventilado até que esteja completamente seco.

4. Aspire o estofado com frequência

A aspiração ajuda a remover poeira, migalhas e outras partículas que se acumulam nas dobras, nas laterais e na base do móvel. A limpeza regular contribui para reduzir o acúmulo de resíduos orgânicos.

5. Considere o uso de desumidificadores

Em ambientes naturalmente úmidos ou que permanecem fechados por longos períodos, desumidificadores podem ajudar a controlar a umidade do ar. A escolha do equipamento deve considerar as características e o tamanho do cômodo.

6. Deixe almofadas e capas arejarem

Sempre que possível, retire almofadas e capas removíveis para facilitar a circulação de ar. A exposição ao sol pode ajudar na secagem, desde que seja compatível com as orientações do fabricante para evitar danos ou desbotamento do tecido.

7. Faça a higienização adequada do sofá

A limpeza profissional pode ajudar a remover sujeiras acumuladas nas camadas do estofado. A frequência deve considerar o uso do móvel, as condições do ambiente e as recomendações para o material. É importante garantir que o sofá seque completamente após a higienização.

“Muita gente acha que sofá limpo é sofá protegido, mas o que mais pesa é a umidade e a ventilação do ambiente. Um sofá limpo, mas parado num lugar abafado, também pode mofar”, ressalta o especialista.

Como proteger o sofá em imóveis fechados por vários dias?

Apartamentos que ficam vazios durante viagens, imóveis de temporada e propriedades à espera de venda ou aluguel exigem atenção especial. Sem circulação de ar, a umidade pode se acumular e favorecer o aparecimento de mofo.

Antes de sair, a recomendação é deixar o estofado limpo e completamente seco, evitando capas plásticas que possam reter umidade. Durante a ausência, se for possível e seguro, vale providenciar a ventilação periódica do imóvel. Na volta, abra as janelas e verifique as dobras, a parte traseira e a base do sofá.

O que evitar na hora de limpar o sofá?

Alguns cuidados inadequados podem agravar o problema ou danificar o tecido. Entre os principais erros estão:

• Encharcar o estofado: o excesso de água pode penetrar na espuma e dificultar a secagem completa.

• Aplicar produtos caseiros sem verificar a compatibilidade: vinagre, cloro e outras substâncias podem manchar ou danificar determinados materiais. Além disso, não há garantia de que eliminem os fungos em todas as camadas do móvel.

• Usar calor direto para acelerar a secagem: secadores e aquecedores podem danificar alguns tecidos e não garantem a remoção da umidade interna.

• Deixar o sofá secar em um ambiente abafado: sem ventilação adequada, a umidade pode permanecer no estofado e favorecer o reaparecimento do problema.

4 sinais de que a limpeza pode não ser suficiente

Quando o mofo atinge a espuma ou outras partes internas do sofá, a remoção superficial das manchas pode não resolver o problema. De acordo com Volkmann, alguns sinais indicam que é necessário avaliar o estofado com mais atenção:

1. O cheiro desagradável volta após a limpeza. A persistência do odor pode indicar que a origem do problema não foi eliminada.

2. As manchas reaparecem ou são profundas. O retorno das marcas pode sinalizar que a contaminação não foi completamente removida.

3. A espuma apresenta alterações. Umidade persistente, escurecimento ou mudanças na textura merecem avaliação profissional.

4. O mofo está espalhado por uma área extensa. Quando há sinais em diferentes partes do sofá, pode ser necessário verificar a extensão do comprometimento do material.

Nessas situações, a orientação é procurar um profissional para avaliar as condições do estofado e identificar a solução mais adequada. “Dependendo da extensão do problema, a higienização pode não ser suficiente, e a substituição de partes do móvel ou do próprio sofá pode precisar ser considerada”, conclui Volkmann.