Mediunidade: saiba como é a comunicação com o mundo espiritual

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A mediunidade é uma habilidade que algumas pessoas têm de conversar com os espíritos

É possível receber uma carta de alguém que já morreu? Segundo o espiritismo codificado por Allan Kardec, sim! E a doutrina vai além e afirma: todos nós somos médiuns – uns em menor grau, outros com faculdades bastante ampliadas. Entre os que apresentam essa capacidade de comunicação já desenvolvida, muitos não têm consciência de que a possuem, ou seja, provavelmente, são pessoas que não seguem nem estudam a doutrina.

A mediunidade é o dom de falar com que já morreu
A mediunidade é o dom de falar com que já morreu (Foto: Magnific)

A mediunidade

De acordo com o kardecismo, nem todos são capazes de desenvolver a sensibilidade necessária para exercer plenamente a mediunidade. Afinal, acredita-se que as habilidades mediúnicas são decorrência de inúmeras reencarnações, nas quais o espírito vai adquirindo conhecimentos e experiências.

A prática mediúnica espírita é exercida com base nos princípios da doutrina e dentro da moral cristã, o que significa que, ao menos na teoria, o médium não pode exigir dinheiro ou qualquer tipo de recompensa por suas atividades.

Como é a comunicação?

De acordo com os relatos mais comuns, a iniciativa geralmente parte do espírito que deseja se comunicar. Depois de entrar em contato com a mente de um intermediário ativo, a comunicação pode ocorrer de várias formas: pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia) ou pela vidência (o espírito aparece para o médium). Fenômenos de ordem física também podem ocorrer, como levitações e batidas de mãos em mesas.

De diversas formas

O médium é a pessoa que serve de intermediária entre os dois planos existenciais da vida. Assim, além de intermediar, responde por fenômenos paranormais de efeitos físicos ou efeitos inteligentes. Isso significa que o médium serve de mensageiro para a espiritualidade enviar mensagens aos encarnados. Chico Xavier, Ivone do Amaral Pereira, João Nunes Maia, Divaldo Pereira Franco e Vera Lucia Marinzeck de Carvalho são nomes conhecidos que podem ser considerados médiuns.

As formas mais comuns de mediunidade são:

Incorporação: quando a entidade toma conta do corpo do intermediário. A sintonia pode ser parcial ou integral. No primeiro caso, o médium fica consciente e observa o espírito controlar seu próprio corpo e raciocínio. Já na segunda, fica totalmente inconsciente, perde a noção de tempo e não se lembra de absolutamente nada;

Vidência: é o tipo de mediunidade que permite ao médium ver as entidades e suas irradiações. Costuma ser muito comum na infância de uma pessoa com sensibilidade exacerbada;

Clarividência: fatos que ocorreram no passado e que ocorrerão no futuro são vistos com frequência. Os clarividentes podem enxergar os corpos astral e mental de outras pessoas, além de tomar conhecimento da vida em outros planos espirituais. É um tipo raro de mediunidade;

Cura: esse gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom de curar pelo simples toque, pelo olhar ou por um gesto – e sem a necessidade de medicação.

Com os devidos cuidados

Kardec deixou registrado que qualquer pessoa que se considere médium pode evocar um espírito, ou seja, não há restrição a essa prática. Mas a Federação Espírita Brasileira (FEB) orienta os presidentes dos mais de dez mil centros filiados a não incentivarem práticas mediúnicas fora de casas espíritas. Isso porque, só esses locais contam com proteção fluídica necessária para evitar intervenções de forças negativas, ou seja, espíritos obsessores e brincalhões que podem mistificar comunicações e envolver o médium inexperiente em processos obsessivos – quando o espírito não evoluído perturba, constrange ou persegue o médium.