Câncer de mama: Alimentação é a grande aliada da saúde

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O Outubro Rosa é um movimento internacional que surgiu nos Estados Unidos, na década de 1990. O objetivo ampliar a conscientização sobre o câncer de mama e a importância da detecção precoce. Simbolizada pelo laço cor-de-rosa, a campanha incentiva o cuidado com a saúde e o acesso à informação, aos exames e a um tratamento humanizado.

Câncer de mama: Alimentação é a grande aliada da saúde
Foto: Freepik

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequentemente diagnosticada entre as mulheres no mundo. Além de ser a principal causa de morte por câncer nessa população. Em 2022, estimaram-se 2,3 milhões de novos casos e aproximadamente 670 mil mortes. Considerando todos os tipos de câncer, em homens e mulheres, esses números representaram 11,6% dos novos casos e 6,9% das mortes.

Fatores de Risco Não Modificáveis e Modificáveis

Entre os fatores de risco não modificáveis estão o envelhecimento, o histórico familiar, determinadas alterações genéticas, a menarca precoce e a menopausa tardia.

Já os fatores de risco modificáveis incluem o consumo de álcool, o tabagismo, a inatividade física e o excesso de gordura corporal, especialmente após a menopausa. A qualidade da alimentação também merece atenção nas estratégias de redução do risco. É nesse contexto que mudanças no estilo de vida ganham destaque.

Padrão Alimentar

A alimentação influencia a função imunológica, a gordura corporal, a sensibilidade à insulina, o metabolismo dos estrogênios e a microbiota intestinal. Todos esses processos estudados por sua relação com o desenvolvimento do câncer de mama e a resposta ao tratamento.

Entre os padrões alimentares investigados nesse contexto, destaca-se a dieta mediterrânea. O método se carateriza pelo consumo de azeite de oliva, frutas, verduras, legumes, leguminosas, cereais integrais, castanhas e peixes. Enquanto carnes vermelhas e processadas, doces e alimentos ultraprocessados têm menor participação.

Na alimentação brasileira, esses princípios podem ser incorporados com alimentos locais e acessíveis. Na prática, isso significa valorizar o feijão e outras leguminosas, variar frutas, verduras e legumes da estação, incluir cereais integrais e usar azeite de oliva nas preparações. Sardinha e outros peixes disponíveis na região, além de amendoim e castanhas, também podem fazer parte dessa composição. A proposta é incorporar os princípios da dieta mediterrânea aos alimentos locais e aos hábitos de cada pessoa.

Esse padrão fornece fibras, vitaminas e compostos bioativos, como os polifenóis, além de gorduras monoinsaturadas do azeite e ômega-3 dos peixes. Esses componentes são investigados por seus possíveis efeitos sobre a inflamação, o estresse oxidativo, a sensibilidade à insulina, o metabolismo hormonal e a microbiota intestinal.

Uma meta-análise publicada em 2026 encontrou, nos estudos de coorte, associação entre maior adesão a um padrão alimentar vegetal saudável e um risco de câncer de mama aproximadamente 9% menor.

Uma revisão sistemática do USDA/NESR, de 2024, concluiu, com evidência moderada, que dietas com mais vegetais, frutas, leguminosas, oleaginosas e grãos integrais e menos carnes vermelhas e processadas, grãos refinados e alimentos e bebidas açucarados estão associadas a menor risco de câncer de mama após a menopausa.

Atividade Física e Prevenção do Câncer de Mama

A atividade física contribui para a prevenção e o cuidado de diferentes tipos de câncer. No caso do câncer de mama, uma análise publicada em 2024, no Journal of Clinical Oncology, reuniu 19 estudos de coorte, com 547.601 mulheres antes da menopausa. Mulheres que praticavam mais atividade física no tempo livre apresentaram um risco relativo 10% menor de desenvolver a doença, após ajuste pelo índice de massa corporal (IMC), em comparação com aquelas que praticavam menos.