Os 7 erros mais frequentes de quem usa caneta emagrecedora A atividade física é fundamental para quem usa caneta emagrecedora: tratamento envolve várias frentes (Foto: Magnific)

Aumentar a dose da caneta por conta própria é um risco, alerta especialista; conheça outros erros

As canetas emagrecedoras revolucionaram o tratamento contra a obesidade, uma vez que têm proporcionado perda de peso significativa e redução do risco de diversas doenças associadas ao excesso de peso. No entanto, à medida que o número de usuários cresce, também aumenta a quantidade de pacientes que chegam aos consultórios com problemas digestivos que poderiam ter sido evitados.

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Rodrigo Barbosa, esses medicamentos são seguros quando utilizados com indicação médica e acompanhamento adequado.

“O problema é que muitas pessoas começam a usar sem indicação médica, aumentam a dose por conta própria e ignoram sintomas importantes, colocando a saúde digestiva em risco”, explica ele. Rodrigo Barbosa listou os principais erros observados em que faz uso indiscriminado das canetas:

1 – Acreditar que os efeitos colaterais são sempre normais

Náuseas, sensação de estômago cheio, azia e prisão de ventre podem surgir no início do tratamento e, na maioria dos casos, tendem a diminuir com o tempo. Porém, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, incapacidade de se alimentar, constipação prolongada ou perda de peso muito acelerada merecem investigação.

“Muita gente insiste no medicamento mesmo diante de sintomas importantes, acreditando que faz parte do processo. Nem sempre faz”, ressalva o especialista.

2 – Comer como se nada tivesse mudado

As canetas à base de semaglutida, tirzepatida, entre outros medicamentos, diminuem o esvaziamento do estômago e aumentam a sensação de saciedade. Assim, quem continua fazendo refeições volumosas costuma apresentar mais desconforto.

“O organismo passa a funcionar de maneira diferente. Comer rapidamente, exagerar nas porções ou consumir alimentos muito gordurosos aumenta bastante o risco de náuseas, refluxo e vômitos”, pontua o médico.

3 – Não beber água suficiente

Com a diminuição da fome, muitas pessoas também reduzem, sem perceber, a ingestão de líquidos. Os resultados podem ser desidratação, piora da prisão de ventre e aumento do desconforto digestivo. “A hidratação continua sendo essencial, principalmente durante o emagrecimento”, instrui Rodrigo Barbosa.

4 – Não incluir fibras na dieta

Outro erro frequente é reduzir drasticamente a alimentação sem manter uma ingestão adequada de fibras. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais ajudam a preservar o funcionamento intestinal durante o tratamento. Ou seja, não basta comer menos – é preciso comer melhor.

5 – Aumentar a dose por conta própria

Na expectativa de emagrecer mais rápido, alguns pacientes antecipam o aumento das doses sem orientação médica. “Esse é um dos erros mais perigosos. Além de aumentar os efeitos colaterais, o paciente pode comprometer a adaptação do organismo e abandonar o tratamento justamente pelos sintomas”, adverte o especialista.

6 – Ignorar doenças digestivas pré-existentes

Pacientes com refluxo importante, hérnias, cálculos na vesícula, pancreatite, doenças inflamatórias intestinais ou histórico de cirurgias digestivas precisam de avaliação individual antes e durante o tratamento com canetas emagrecedoras. Isso não significa que esses pacientes não poderão usar as canetas, e sim que o acompanhamento será mais específico.

7 – Achar que a caneta resolve tudo sozinha

“As canetas não substituem alimentação equilibrada, atividade física nem acompanhamento médico. Elas são uma ferramenta extremamente eficaz, mas fazem parte de um tratamento muito maior”, observa o profissional. Desse modo, sem mudança de hábitos, o risco de recuperar o peso após a suspensão da medicação aumenta.