Sarcopenia: fraqueza muscular afeta 40% a partir dos 50 anos

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A sarcopenia, perda de força muscular frequentemente associada à velhice avançada, pode começar a comprometer a saúde muito antes dos 80 anos


Um estudo brasileiro publicado em 2025 na revista científica Cadernos de Saúde Pública, com 7.065 participantes a partir dos 50 anos, identificou sinais de sarcopenia provável em 40,1% dos avaliados, considerando critérios mais sensíveis de força muscular. A pesquisa também apontou prevalência de 5% de sarcopenia confirmada e 8,8% de sarcopenia grave. Os resultados chamam a atenção para uma condição que pode comprometer a mobilidade, aumentar o risco de quedas e reduzir a independência.

Sarcopenia: fraqueza muscular afeta 40% a partir dos 50 anos
Foto: Freepik

Caracterizada pela redução progressiva da força e da massa muscular, a sarcopenia representa um desafio crescente para a saúde pública. Embora seja mais frequente com o avanço da idade, a condição também pode atingir adultos na faixa dos 50 e 60 anos, especialmente aqueles com sedentarismo, alimentação inadequada ou doenças crônicas. Entre os primeiros sinais estão a dificuldade para subir escadas, levantar de uma cadeira, carregar objetos e realizar atividades que antes exigiam pouco esforço.

Como prevenir a sarcopenia

A musculação e os exercícios resistidos, associados à ingestão adequada de proteínas, continuam sendo fundamentais para prevenir e tratar a sarcopenia. Entretanto, uma parcela da população enfrenta limitações físicas que dificultam a prática regular dessas atividades. Nesse cenário, a fotobiomodulação, realizada por meio da terapia com LEDs, pode ser utilizada como recurso complementar em estratégias de recuperação e reabilitação muscular, especialmente para pacientes com mobilidade reduzida ou dificuldades para realizar exercícios convencionais.

A técnica utiliza a energia luminosa para estimular processos celulares, especialmente nas mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia. A fotobiomodulação pode favorecer a síntese de adenosina trifosfato (ATP), molécula essencial para o funcionamento das células musculares, e influenciar mecanismos relacionados à recuperação dos tecidos. Pesquisas apontam potencial para auxiliar na recuperação muscular e na redução da fadiga, embora ainda sejam necessários estudos para confirmar seus benefícios específicos no tratamento da sarcopenia.

Cuidado precisa começar cedo

Segundo Dr. Álvaro Pereira, médico angiologista e especialista em fotobiomodulação, a preservação da força muscular deve ser uma preocupação muito antes da terceira idade. “A sarcopenia não começa necessariamente aos 80 anos. A perda de força pode surgir muito antes e comprometer progressivamente a autonomia das pessoas. A musculação e os exercícios resistidos continuam sendo a principal estratégia de prevenção e tratamento. Entretanto, existem pacientes que, por limitações físicas ou condições clínicas, não conseguem realizar essas atividades adequadamente. Nesses casos, a fotobiomodulação pode integrar o atendimento como um recurso complementar, respeitando as necessidades e possibilidades de cada paciente”, explica.

O especialista ressalta que o objetivo não é substituir a atividade física, mas ampliar as possibilidades de cuidado. Mesmo pessoas com mobilidade reduzida podem se beneficiar de exercícios adaptados e supervisionados, sempre que houver condições clínicas. A combinação de acompanhamento médico, alimentação adequada, fortalecimento muscular e recursos complementares pode contribuir para preservar a funcionalidade e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.