Prática da Respiração consciente avança nas empresas como resposta ao estresse e à queda de produtividade
A crescente incidência de estresse crônico e esgotamento no ambiente corporativo tem levado empresas a reavaliar estratégias tradicionais de gestão de desempenho. “Na prática clínica, atendo líderes que vivem em um cenário marcado por alta exigência cognitiva, desafios relacionais e pressão constante por resultados. Esses aspectos afetam o estado fisiológico e emocional dos profissionais”, comenta a mentora em vida saudável e terapeuta integrativa Jhenevieve Cruvinel.

A urgência da respiração consciente
Segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), o país ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos. Desse total, cerca de 30% das pessoas em relação de trabalho sofrem com a síndrome de burnout, o que demonstra a gravidade da situação. “É nesse contexto que práticas integrativas em saúde podem trazer inúmeros benefícios à saúde e performance. Práticas de respiração consciente e meditações guiadas, quando incorporadas à rotina de trabalho, não mais como iniciativas pontuais de bem-estar, e sim como ferramentas estruturadas de regulação neurofisiológica, emocional e suporte à rotina de trabalho e tomada de decisão, favorece tanto a empresa quanto seus colaboradores”, sinaliza Jhenevieve.
A literatura científica é consistente ao demonstrar que o estresse crônico compromete funções cognitivas essenciais, como atenção, memória de trabalho e capacidade de análise. Sob ativação constante do sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de alerta, passa a priorizar a sobrevivência, as reações rápidas em detrimento de decisões que demandariam um gasto maior de energia para elaboração.
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Resposta positiva
O resultado é um impacto direto na eficiência operacional, na qualidade das decisões estratégicas e nas relações tanto em âmbito coorporativo, quanto pessoal. Impactando também na ambiência que é fator decisório para retenção de talentos, alcance de metas de longo prazo, criação de oportunidades de sucesso.
“As práticas integrativas em saúde são ferramentas que impactam diretamente na realização e no rendimento. Elas possibilitam a construção de uma resposta emocional mais saudável as diversas situações e tem sido um ponto crucial de apoio a estes profissionais que buscam atendimento após sofrerem com condições diversas como a perda de rendimento ou Burnout”, adverte a especialista. “A respiração é muito mais eficaz na regulação neuronal do se supunha a algumas décadas. Permite não somente uma melhora imediata, mas a formação de uma memória de bem-estar fisiológico. Ainda, ativa o sistema nervoso parassimpático, reequilibra, repara e promove aumento da capacidade de concentração, melhores respostas em situações semelhantes e resultados mais positivos e consistentes no trabalho e na vida pessoal”, complementa.
Pouco custo, muito resultado
Segundo a terapeuta, a principal vantagem dessas abordagens para as empresas está na sua aplicabilidade. São iniciativas de custo baixo em relação ao custo dos afastamentos por doenças psíquicas e crônicas. E são técnicas não invasivas que podem se incorporar à rotina e cultura sem necessidade de grandes adaptações operacionais.
“A eficácia da respiração consciente se complemente e pode ser ampliada quando associada a métodos que atuam sobre padrões cognitivos e comportamentais. Técnicas como Programação Neurolinguística (PNL) e práticas meditativas estruturadas, a exemplo do Kriya Yoga, têm sido incorporadas a programas corporativos com o objetivo de promover maior capacidade de autorregulação. Essa integração permite o desenvolvimento de competências mais duradouras, como resposta consciente e gestão emocional; clareza na tomada de decisão e estratégia; manutenção de foco prático em contextos de pressão; melhoria na qualidade das relações profissionais e um novo eixo na gestão de desempenho”, finaliza.